Viver mais e fotografar menos

Viver mais e fotografar menos 1A imagem de hoje é um vazio. Uma “não-foto”.

Estou em Foz do Iguaçu. Vim passar quatro dias com meu irmão e conhecer as Cataratas. A viagem tem sido ótima, mas… estou chocada com a quantidade de pessoas preocupadas em somente tirar fotos das paisagens e não em apreciar o lugar! A maioria vê esses lugares incríveis somente por uma tela, sendo que só precisariam erguer suas cabeças para viver e sentir o que estão registrando. Pessoas mais preocupadas em fazer poses e sair bem nas fotos do face e do insta do que em olhar ao redor e ver as maravilhas a sua volta.

Eu adoro tirar fotos e acho, sim, necessário registrar algo bonito que se vê, mas eu não faço isso. Vejo, aprecio o lugar, sinto a atmosfera e, claro, tiro fotos. Mas o que eu observei a maioria das pessoas fazendo era justamente o contrário: as pessoas não estavam preocupadas com a suntuosidade das Cataratas ou com os inúmeros quatis andando de um lado para o outro… estavam preocupadas com a pose perfeita, o sorriso falso, largo e exagerado, perfeito para exibir para os “amigos” nas redes sociais. Elas não estiveram lá! Não observaram, não prestaram atenção em nada!

Em suas bolhas, andavam com os celulares na mão, conferindo (e refazendo inúmeras vezes) cada selfie, cada foto até achar a que fosse perfeita. As Cataratas? O arco-íris? Toda aquela beleza? Só pano de fundo para a foto. Não tem importância. Que vida mais triste e sem graça deve ser precisar de “likes” e aprovação de todos para ser feliz! Quando a felicidade estava bem lá: a alguns centímetros da tela do celular. Bastava erguer a cabeça e sentir.

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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