VIVER É UM PRESENTE

 “PENSAR NO QUE ACONTECEU DO PASSADO É O QUE JÁ SE PASSOU DO FUTURO”

Quantas e quantas vezes já ouvi: Viva o presente! Esteja presente! Isso, desde as orientações de Jesus no Sermão do Monte ao famoso poema em latim Carpe Diem. No entanto, sempre foi um desafio para mim equilibrar minha ansiedade e minha nostalgia.

Viver o dia, simplesmente o dia, e mais nada, sem fazer mil planos para um futuro incerto e sem me perder em pensamentos de como poderia ter sido se tivesse feito isso ou aquilo diferente. O fato é que o ritmo das vivências de hoje é suficientemente desafiador para acrescentar ainda mais carga. Mas, tudo isso me faz parecer estar sempre em um dos extremos: ou excesso de passado = a depressão ou no excesso de futuro = a ansiedade.

A justificativa para tais circunstâncias pode ser explicada por uma nova área da ciência chamada neuroplastidade. Nela é afirmada que, ao longo da vida, o cérebro é constantemente remodelado através das experiências vividas pelos pensamentos e emoções, ou seja, aquilo que damos mais atenção, se reforça. Por exemplo, se eu costumo pensar no passado ou no futuro constantemente isso quer dizer que dentro do meu cérebro essas redes se reforçaram e, por consequência, me faz ser uma pessoa mais nostálgica e mais ansiosa.

Para resolver esse dilema o estudo sugere a prática proposital da tranquilidade, concentração, compaixão e atenção plena ao momento presente para que desta maneira possamos reforçar estas redes e não aquelas que nos deixam ansiosos e nostálgicos.

Por tudo isso e muito mais, este ano tenho feito um esforço consciente para lembrar todos os dias de parar, respirar e tentar perceber mais como me sinto. Claro que como todo hábito novo enfrento desafios, mas acredito mesmo que exercitar tal prática e continuar persistente com isso me levará a um estado de espírito menos atribulado e opressor e muito mais livre e feliz!

Ana, a atrevida

Sobre Ana, a atrevida

Atrevo-me a me inspirar, atrevo-me a mergulhar profundamente em letras, espaços e pontos, símbolos conducentes, ícones de sentimentos (...) me atrevendo me formei em artes visuais, me atrevendo me dedico a profissão de editora de imagens já por quase vinte anos, me atrevendo pinto, bordo, costuro. Me atrevendo me casei. Me atrevendo viajei o mundo, me atrevendo escrevo às sextas e você me lê. Atrevida!

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