Uma questão de Soul

“Um ritmo sem limites. O Soul sintetiza todas as qualidades vocais e autorais e tem o poder de tocar a alma até de que quem tem o mínimo de sensibilidade”, assim era definido, o Soul Music, pelo jornalista cultural Daniel Piza. Surgido do rhythm and blues (ritmo pop feito por artistas negros) e da música gospel, o Soul que em português significa alma, também conhecido como Black Music, nasce no final dos anos 50 e início dos 60 entre os negros norte-americanos. Para reconhecê-lo basta prestar atenção na forma de como é apresentado, geralmente formado por cantores individuais acompanhados de uma banda composta de uma seção rítmica e de metais.

No decorrer dos anos 60, o Soul era popular entre os negros nos EUA, e entre muitos Artistas do chamado “Blue eyed soul” (músicos brancos que tocavam para platéias brancas) tais como os Righteous Brothers que atingiram um grande sucesso em curto prazo. Os mais conhecidos, foram Aretha Franklin e o músico James Brown. Outros importantes músicos da época foram Bobby Bland, Otis Redding, Wilson Pickett e Joe Tex. A partir daí, surge uma grande variedade regional deste ritmo.

Detentor de inúmeras variações algumas delas são: Soul branco, tocado por artistas brancos, o chamado “blue-eyed soul”, que é caracterizado por ritmos cativantes e melodias suaves; Soul de Detroit, fortemente rítmico e influenciado pelo gospel que também inclui sons de violinos, sinos e outros instrumentos não-tradicionais; Soul de Memphis, que utiliza metais em parte da gravação no lugar dos vocais de fundo e foca na parte mais baixa do espectro de freqüências sonoras musicais (sons graves).

Soul no Brasil

Assim como o rock, o Soul, ganhou grande repercussão no final da década de 70 e início de 80, quando artistas como Jorge Ben Jor, Tim Maia e Wilson Simonal trouxeram o balanço do negro americano e adaptaram ao estilo brasileiro, retratado em músicas como: Agora Ninguém Mais Chora, Negro É Lindo, Que Nega É Essa, País Tropical, Tributo a Martin Luther King, entre outros.

Quem também se destacou neste gênero foi Tony Tornado (que em 70, explodiu no V Festival Internacional da Canção) e o Baiano Hyldon. Nos anos 90, Ed Mota e Sandra de Sá se transformam em grandes propagadores do gênero. O estudioso em Soul music, Zeca Azevedo, acredita que a perpetuação do gênero, deverá ser algo valorizado sempre. “É um repertório que merece ser conhecido e divulgado não só pelo valor histórico e cultural, mas por sua capacidade permanente de refletir nossos sentimentos e conflitos mais profundos”, avalia.

Apreciadora do Soul, a administradora Juliana Menezes sempre busca locais para se divertir que tenham relação com o estilo musical.“O Soul sempre teve um lugar muito especial no meu coração. Escuto desde quando um amigo meu mostrou sua coleção de 4 mil discos. A partir daí, além de trocarmos figurinhas, quase todas as noites vamos atrás de um point que toque os memoráveis James Brown, Rufus Thomas, Aretha Franklin, Ray Charles, Sarah Vaughan, Curtis Mayfield, Staple Singers e a galera nova que está surgindo”, revela.

Já para o publicitário Márcio de Castro, “o repertório eclético do Soul, juntada a melodia e coerência das canções, contagia de tal forma que não tem como não curtir. Muito mais que a mistura de elementos sonoros, o estilo musical cativa pela profundidade de suas composições”, conclui.

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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