Um novo conto de fadas

Era uma vez, uma linda princesa que esperava o amor bater à sua porta num belo cavalo branco. Seu príncipe é aquele homem tão perfeito quanto seu sexo: experiente, boa posição social, romântico sem limites, sem vícios, possuidor de espermatozóides viris e que a ela promete viver o famoso “feliz para sempre”.

Este era o sonho de muitas mulheres há algumas décadas. Seu príncipe se resumia a experiência sarcástica da imposição de uma sociedade machista. Daí veio a revolução feminista e, para as adeptas ou não, muitas coisas mudaram daquele tempo para cá.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela um crescimento no número de mulheres casadas com homens mais novos. Em 1999, o casamento entre mulheres mais velhas e homens mais novos representava 19,3% do total. Em 2003, o número subiu para 21,3% e agora alcançou o índice de 23%.

Tais dados mostram que não se trata de uma moda passageira. As mulheres com mais idade sempre namoraram homens mais jovens, só que em tempos passados muitas não tinham coragem de assumir em público suas afeições e que planejavam um futuro com um parceiro mais novo. Nos Estados Unidos, uma em cada três norte-americanas solteiras e maior de 40 anos, sai com um homem mais jovem que ela.

Na mídia, o reflexo destas mudanças é notório. Personagens de novelas, propagandas, filmes e afins que vivenciam o amor entre a mulher madura e o homem mais jovem, são cada vez mais comuns e sinônimos de sucesso, uma vez que o público os percebem de forma altamente positiva, não só pela quebra dos paradigmas, mas também pelo fato do amor fazer parte da vida de qualquer pessoa e tal sentimento existir independente da idade.

Os psicólogos apontam que essa tendência tem muito a ver com o fato de que as mulheres não buscam mais o príncipe encantado para toda vida. Ao invés de princesas, elas agora querem ser rainhas, isentas da obrigação de procriar ou de vincular seu amparo material a um homem.

À medida que assumem suas vontades sem justificar suas decisões em nome do outro, elas se tornam cada vez mais livres e isso pressupõe uma boa dose de autoconhecimento, autonomia emocional, sexual e não apenas financeira, o que, consequentemente, as tornam menos vulneráveis à manipulação da opinião alheia.

Ainda que o número de casamentos entre mulheres mais maduras com homens mais novos tenha crescido, a situação contrária é superior. Isso revela que, apesar das princesas terem virado rainhas, em algum momento elas continuam sendo princesas, só que hoje por opção e não mais por imposição.

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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