UM CAMINHO SEM VOLTA

Esse ano tomei uma firme e forte decisão. De dedicar minha energia, recursos e tempo junto a uma pessoa essencial em minha vida. Tão importante, que meus sonhos e conquistas são totalmente inspiradas nela.

No entanto me dei conta de que mal a conheço. Minhas impressões sobre ela já estavam tão certas que mal percebi que com os anos a mudaram, e muito!

Mesmo em contato esta pessoa todos os dias, apenas este ano me dei conta que passava pouco tempo com ela. E os momentos eram de pouca qualidade. Por causa disso, sempre que tinha algum assunto para tratar, mesmo sabendo que eram assuntos importantes, prontamente já buscava a velha e boa desculpa do “estou sem tempo pra isso”.

E de repente, mas não tão de repente assim, decidi entra-la foi então que encarei o espelho e perguntei:
Quem é você ? O que realmente quer? Quando foi que você deixou de ser você? O que você se tornou?

Pois é, mergulhar em busca de autoconhecimento é mesmo um caminho sem volta. Creio que dei os primeiros passos em direção ao meu objetivo. Tenho descoberto muitas coisas boas e ruins também. O processo é desafiador e até doloroso.

Por muitas vezes me senti cansada, confusa, emocionada. Descobrir que eu não estava sendo eu mesma relativamente foi fácil. Difícil mesmo, foi me dar conta de que já não sabia mais quem eu era, pior ainda, acabei me perguntando se um dia soube. É especialmente desafiador ser eu mesma porque implica em entrar em contato com minha própria vulnerabilidade, minhas sombras e segredos tão bem guardados que se escondem até de mim.

Entender estes sentimentos que sutilmente se acumularam em algum lugar do meu interior, compreende-los e libertá-los é o grande desafio. Só assim serei capaz de ser eu mesma a todo o tempo e estar presente com minha fiel e verdadeira essência.

Ana, a atrevida

Sobre Ana, a atrevida

Atrevo-me a me inspirar, atrevo-me a mergulhar profundamente em letras, espaços e pontos, símbolos conducentes, ícones de sentimentos (...) me atrevendo me formei em artes visuais, me atrevendo me dedico a profissão de editora de imagens já por quase vinte anos, me atrevendo pinto, bordo, costuro. Me atrevendo me casei. Me atrevendo viajei o mundo, me atrevendo escrevo às sextas e você me lê. Atrevida!

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