Sobre Olimpíadas e Pátrias

Sobre Olimpíadas e Pátrias 1

Ontem, quando eu assisti a abertura das Olimpíadas do Rio, fiquei emocionada e impressionada com a beleza, criatividade e organização. Fiquei orgulhosa de ser brasileira.

O desfile das delegações foi tão bonito e alegre, os atletas estavam tão felizes e animados tão diferentes das outras aberturas das outras Olimpíadas. Havia uma energia tão boa no ar.

Apesar de todos os problemas que nosso país tem, conseguimos mostrar ao mundo um belo espetáculo. E a Gisele Bundchen desfilando, estava maravilhosa simplesmente perfeita.

Fiquei pensando na grandeza continental do Brasil, os recursos naturais que temos nossa Floresta Amazônica, as Cataratas do Iguaçu, as nossas praias e tudo mais. Um país tão lindo e com tantos problemas.

Pensei nos meus netos. Que Brasil eu quero que eles tenham? Somos nós os responsáveis pelo destino do nosso país. Somos nós que elegemos os políticos corruptos que nos governam, que nos exploram, que nos roubam. Roubando o Brasil, estão nos roubando, nós somos o Brasil.

Eu adoro viajar e tem alguns países que eu adoraria viver, como a Suíça, por exemplo, onde tudo funciona tudo é organizado, onde todas  as pessoas são tratadas com dignidade. Mas por melhor que seja não é o meu país, não é a minha casa. Viver em outro país, é ser um hóspede, não é o seu lar.

Tenho certeza que se o Brasil oferecesse condições dignas de vida, a maioria das dos brasileiros que vive fora, não deixaria o país.

Penso que um grande mal que fazemos hoje, é não amar nosso país e não ensinar nossos filhos a amá-lo. Nos Estados Unidos, as crianças desde bem pequenas são ensinadas a amar e ter orgulho do país deles. Ensinam isso nas escolas, na TV, dentro das famílias. Não fazemos isso aqui, não somos incentivados a amar e ter orgulho do nosso país, não se ensina mais as crianças a cantarem o Hino Nacional, a valorizarem o país onde vivem.

Rubem Alves disse: “Somos o que amamos.” Como vamos nos importar e cuidar de algo que não amamos?

O futuro do Brasil está em nossas mãos, somos nós que devemos arrumar nosso lar.

Faço minhas as palavras do poema, “A Pátria” de Olavo Bilac.

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!

Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

É um seio de mãe a transbordar carinhos.

Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

Vê que grande extensão de matas, onde impera

Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha

O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,

Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! Não verás país nenhum como este:

Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Acir Montanhaur

Sobre Acir Montanhaur

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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