Ser mulher é um negócio muito complicado

Até ontem estava tudo tranquilo, mas aí acordei com uns pares de celulite na bunda, os peitos inchados da tpm, uma dor insuportável do pós-depilatório, contas que só de respirar é preciso pagar, além de um medo gigantesco em sair à noite e sozinha pelas ruas.

Não faz tanto tempo assim que meu nível de preocupação era como uma coca-cola light, zero açúcar.  Aliás, “preocupação” era uma palavra bem desconhecida do meu vocabulário.

Hoje, só de pensar no amanhã brota uma rugazinha cretina na lateral dos olhos. Aí é preciso de mantras e mais mantras para aliviar a tensão, seguidos de uns cremes gringos que custam os olhos da cara. E, é claro que isso não garante uma pele de boneca. Conte com a sorte baby ou com a genética.

Pode ser mais complicado se você preferir complicar. Esses dias uma amiga confessou estar apaixonada por outro. Outra, teve sua autoestima no chinelo após ter o primeiro filho, outra sofre com a cobrança da família para engravidar, outra reclama com o excesso de peso e essa que vos escreve, surta enquanto escreve, com esse mercado de trabalho que ignora as mulheres jornalistas. Fico pensando nas próximas entrevistas…dizer ou não dizer que tenho 30?!?

Ser mulher é um negócio muito complicado. Parece que a rotação do universo gira em torno de uma problemática feminina. E, ainda, tem gente que vai dizer que essa é só mais uma neura de mulherzinha.

 

Sobre Monique Souza

Para mim o céu é o limite. Vivo como uma adolescente que sonha em mudar o mundo. Acredito no ser humano e na força do bem sobre o mal. Curiosa por natureza e jornalista por formação, adoro conhecer pessoas por meio de suas histórias e transformá-las num belo registro fotográfico. Paixão e ousadia que me levaram aos caminhos do fotojornalismo.

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