Saudade

Quando a saudade grita dentro de nós o que nos resta fazer?
Quando de um amigo ou parente distante, recorrer a uma boa chamada de vídeo costuma funcionar. Mesmo com uma tela impedindo o contato físico, o brilho nos olhos de ambas as partes ao se verem, funcionam como fio condutor de um abraço mais apertado do que aquele que daríamos pessoalmente.

Se a saudade é de um prato da infância, pegar o velho livro de receitas da família, colocar a mão na massa e lembrar de todo o amor que nossas ancestrais colocavam durante o preparo daquele prato delicioso que tão bem nos alimentava, é uma solução bastante eficaz. Claro que o sabor nunca será o mesmo, mas a energia do amor envolvido ao relembrarmos tais momentos já se torna suficiente para abrandar nosso coração consumido pela saudade.

Também tem aquelas saudades clássicas: das brincadeiras da escola, das aventuras adolescentes, dos desafios da época da faculdade, da primeira professora, primeiro amor, primeiro trabalho… Com certeza momentos únicos e necessários para nossa formação pessoal.  Não devemos isso exatamente aos momentos, mas as pessoas que por nossas vidas passaram.  Fazer valer a pena nossos encontros com o outro é o que de fato nos torna humanos.

Em uma semana cujo sentimento da saudade foi fortemente presente no mundo todo em virtude de uma tragédia coletiva que tantas vidas levou, é preciso lembrar que, se a saudade não vai embora, é porque simplesmente o amor resolveu ficar e isso com certeza é a melhor herança que podemos deixar. 

Dani Almeida

Sobre Dani Almeida

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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