Salvem as novas gerações

No mês passado pude me deparar com uma obra fantástica de um historiador pós-guerra, Tony Judth, chamada “o mal ronda a terra”. O autor fala sobre o capitalismo arraigado na sociedade, o liberalismo ao extremo e a perda de direção do comunismo. Dessa obra, tirei um conceito e o abordo aqui para podermos refletir melhor sobre ele.

O autor conclui que a juventude atual não consegue sair do extremo ao acreditar que não se pode fazer mais nada, pois, o comunismo perdeu seu valor e o liberalismo (ou melhor, o neoliberalismo) um selvagem irracional e deixa de pensar em um meio termo. Isso parece mais uma válvula de escape para o retardo das ações e opiniões da juventude atual.

A falta de perspectiva é um dos fatores primordiais para reforçar a afirmação acima. Hoje a acomodação tomou conta da sociedade. Quantas vezes já falamos que a política não presta, que todos os políticos são corruptos? Acabamos nos conformando com isso e perdemos a oportunidade de sermos mais críticos, pois, nos últimos tempos, o que se vê de mais parecido com um protesto, é postar no facebook que não concorda com algo e curtir.

Se acharmos que nada mudará porque nenhum sistema político deu certo até agora, se continuarmos sendo extremistas nessa ideia, não iremos para lugar nenhum e esse é um dos pontos críticos do século XXI, como afirma Tony Judth em sua obra.

Mas, mesmo assim, eu acredito no futuro da juventude, as novas gerações serão a salvação dos novos tempos. Porém, precisamos tomar medidas revolucionárias agora. Revolucionar o próprio conceito de democracia usado hoje e revolucionar principalmente o sistema educacional, que muita gente ainda não percebeu, mas é a base de tudo. Salvem as novas gerações, não deixem que o conformismo tome conta deles também.

 

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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