Saindo das versões já estipuladas

Na última segunda-feira, dia 09 de julho, foi comemorado no estado de São Paulo a Revolução Constitucionalista de 1932 (a Revolução de 32). Essa revolução deve ser analisada de duas maneiras. A primeira, pela manifestação de um estado contra um político poderoso como Getúlio Vargas que havia tomado o poder em 1930 através de um golpe de Estado.

Esse primeiro ponto, em particular, é muito relevante e venho através de alguns textos já publicados nesse blog, batendo sempre na mesma tecla, que a manifestação da sociedade é fundamental para que ocorram as mudanças políticas, econômicas e sociais no país. A Revolução de 32 acabou influenciando diretamente na realização da Constituição de 1934. Coincidência ou não, outro exemplo para reforçar a minha ideia, é que exatamente no dia de hoje, quarta-feira 11 de julho, um senador da República Brasileira foi cassado.

A segunda maneira de analisar a Revolução de 32 é de ela ter quase levado o país a uma guerra civil. Muitos pegaram em armas para defender seus ideais (lembrando que não devemos ser ingênuos em acreditar que não houve pessoas interessadas na revolução com propósitos bem distantes da ideia de democracia. Afinal, antes do golpe de Vargas, era a burguesia paulista que detinha o poder político).

Por isso, que essa data deve ser lembrada, tanto por fazer parte de um passado tão recente e brilhante ao mesmo tempo, pois, nos possibilitou ter em registro um momento em que um povo se dividiu em dois grupos e armados lutaram pelo o que achavam certo. Como também, ficou em evidência a preocupação de muitos combatentes paulistas em manter a democracia no país.

O que eu quis mostrar aqui não foi uma discussão entre a versão dos getulistas ou da versão dos constituintes sobre esse momento histórico, mas sim, que a Revolução de 32 é um grande exemplo para comover os leitores de hoje, da força que têm como cidadão e que nem Vargas com todo o seu populismo não escapou da insatisfação e do poder de reivindicação de muitos brasileiros.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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