Rir com a alma

Rir com a alma 1

Num dia desses, eu estava conversando com meu amigo palhaço e ele riu de alguma coisa que eu havia comentado,  ele me disse: – Só você para me fazer rir! Respondi-lhe que me sentia lisonjeada por fazer um palhaço rir! Ele disse: Não, não é rir de palhaçadas, é rir com a alma!

Fiquei pensando no que seria “rir com a alma” e fui pesquisar e encontrei uma matéria muito interessante no site: http://casa.abril.com.br/materia/dar-risada-faz-bem-ao-corpo-e-a-alma

Segundo a matéria:  “A química e cientista Conceição Trucom, autora de Mente e Cérebro Poderosos – Um Guia Prático para a sua Saúde Psíquica e Emocional (Cultrix), o ato de rir é um portal para o estado meditativo. “As pernas amolecem, o corpo balança e o pensamento para”, ela afirma. Melhor ainda se o impulso vier de dentro. “O chamado riso búdico começa na alma e depois se manifesta no corpo físico, sobretudo nos olhos, que passam a brilhar. É uma energia de elevada potência que nos acorda, nos torna presentes”, diz a autora.”

E a matéria segue falando que o riso pode curar várias doenças e que quando éramos crianças ríamos cerca de duzentas vezes por dia e agora que somos adultos rimos cerca de vinte vezes por dia.

Fiquei pensando em que lugar ao longo do tempo foi se perdendo nossa capacidade de rir, rir à toa, rir de tudo e de nada, rir de nós mesmos. Com o passar do tempo vamos nos tornando sisudos, levamos tudo muito a sério, reclamamos e nos preocupamos com tudo e vamos nos esquecendo de sorrir para vida. Aprisionamos dentro de nós aquela criança risonha que éramos e pior de tudo a proibimos de rir porque agora ela é um adulto responsável e vive numa correria só e não tem tempo de rir.

E assim vamos desaprendendo a rir e um grande e triste vazio vai se formando dentro de nós. Então procuramos terapeutas, medicamentos, nos atiramos ao consumismo, quando a solução está em reencontrarmos aquela criança que éramos, deixá-la rir e brincar com a vida, reaprender a rir.

Como já disse antes, eu trabalho com educação infantil, eu na minha turma da tarde tem um bebê de onze meses muito tranquilo e risonho, tem os olhinhos vivos e atentos. Quando eu me sento no chão, ele vem para o meu colo e fica atendo às expressões do meu rosto, quando eu sorrio para ele, ele ri feliz de volta. Um dia desses, eu fiz cara de séria e chamei a atenção de uma criança maior que estava tomando um brinquedo de outra criança, o bebê me olhou com um rostinho tão sério e preocupado e só voltou a sorrir quando eu sorri para ele.

Quando meu filho era adolescente, nós estávamos num poste de gasolina esperando o nosso carro ser lavado, a nossa frente havia um rapaz muito sério. Meu filho me disse que o rapaz lhe dava medo. De repente o celular do rapaz tocou e ele começou a falar e a sorrir. Meu filho fez outro comentário de como o rapaz parecia simpático.

A vida poderia ser bem mais suave com mais sorrisos e menos caras fechadas e sombrias. Devíamos rir pelo simples fato de estarmos vivos.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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