Quando o essencial é invisível aos olhos

Quando o essencial é invisível aos nossos olhos 1Você já parou pra pensar o que é essencial em sua vida? Muitas vezes perdemos tanto tempo no ‘piloto automático’ da sobrevivência, que parar para refletir isso se torna praticamente impossível. As cobranças da vida são muitas não é verdade?

É evidente que precisamos ‘correr atrás’ dos objetivos que tornam nossa vida um pouco mais confortável. Entretanto, para arcar com tudo isso, a palavra ‘correr’ precisa mesmo ser levada ao pé da letra?

Será que nossas necessidades materiais são tão urgentes assim? E quando as conquistamos, finalmente nos damos por satisfeitos? Será que as ‘riquezas’ que estamos acumulando são as que verdadeiramente nos preenchem? Ou será que estamos esquecendo de acumular outros tesouros mais importantes? Os chamados tesouros espirituais.

Talvez a pergunta feita na primeira linha deste texto, baseada na célebre obra O Pequeno Príncipe, ajude a refletir como podemos acumular os nossos tesouros espirituais.

Quem sabe desejando um simples bom dia às pessoas com as quais cruzamos (conhecidos e desconhecidos), dando um sorriso àqueles que nos cercam, sendo um pouco mais tolerante com nossos familiares, tendo mais presteza com os nossos colegas de trabalho, doando nossa atenção a causas relevantes ou mesmo, tendo prazer em servir sem fazer a famosa pergunta: ‘o que eu ganho com isso’.

Acumular estes tesouros, em tese, pode até parecer fácil, mas a verdade é que na vida prática os empecilhos são muitos. Principalmente porque as riquezas materiais muitas vezes nos criam máscaras diante da sociedade, gerando uma espécie de “esquizofrenia social”, ou seja, quando nossas atitudes são incoerentes com as nossas posições na vida. É quando por exemplo, o indivíduo é um tipo de pessoa no trabalho, outro na vida familiar, outro com os amigos e por aí vai.

Na internet, as redes sociais são verdadeiras janelas para cairmos nessas armadilhas. Quem nunca se deparou com postagens de pessoas ostentando coisas que nem sempre condiz com o que elas são ou tem?

Nos deparar com valores cada vez mais vazios, onde o poder, o dinheiro, a ganância, a inveja e os julgamentos populares parece ser cada vez mais comum. Efeito nítido da “esquizofrenia social”.

E o que fazer para fugirmos desta esquizofrenia? No mínimo termos atitudes mais fraternas independente da posição que assumimos na vida. Afinal, “precisamos um dos outros para sermos nós mesmos”, já diria Santo Agostinho. Desta forma, talvez consigamos nos manter um pouco mais distantes das tais máscaras condenatórias.

Semear a consciência de que as riquezas da terra são passageiras com certeza é a melhor herança que podemos deixar para os nossos filhos e às gerações futuras. E com mais uma dose de fé, esperança e amor é muito possível mudar, não a humanidade toda, mas, uma pequena parte dela: a nossa.

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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