Quando não dizer “não” pode ser surpreendente

É um cisquinho aqui, uma porta ali, uma cadeira, uma tomada… É, minha amiga, basta nosso filhote tomar as rédeas das perninhas e da boquinha para ele descobrir os ‘míiiiiiiiiinimos detalhes’ de tudo que encontra pela frente. Haja atenção!!! Não só na criança, mas em nós mesmas! Principalmente para não sermos tão negativas na hora de colocarmos limites nos nossos pequenos.

Não coloque isso na boca, não toque na tomada, não mexa nisso, não pegue naquilo, não pode, não deve! Será que existe alguma criança nesse mundo que obedeça a tantos “nãos”?

Segundo a neurocientista Silvana Herculano – Houzel, a falta de amadurecimento do córtex pré-frontal, parte do cérebro que fica atrás da testa e que só amadurece na adolescência, é a grande responsável por muitas crianças fazerem o que dão na telha na hora que ouvem um não. Elas simplesmente não assimilam essa palavra. Apenas o que vem depois dela. E é aí que muitos “nãos” se tornam um categórico “sim” e não é por teimosia não, (olha quantos não tive que falar agora? Preciso me conter!), é o neurosistema mesmo!

Confesso que tirar o “não” na hora de disciplinar minha filha de 9 meses tem sido uma árdua tarefa mas, desde que comecei a me policiar, tenho percebido alguns resultados muito interessantes. Antes de dizer um não, sempre me pergunto: “Porque não mesmo?”

Fiz um teste com a minha pequena. Ao invés de falar a ela: “Filha, não coloca o dedo na tomada”, eu disse: “Filha é perigoso, vem para cá!” Na primeira vez ela até veio, mas depois voltou para tentar o feito. Mudei a frase para um simples: “Tire a mão, por favor?” Ela parou, olhou firme para mim e não é que ela tirou? Olha, me senti a mãe com mais moral do mundo, e claro, a enchi de elogios. Como recompensa ganhei lindos sorrisos!


Mas calma, nem tudo são flores, afinal, educar dá trabalho né gente? Em muitas tentativas houve frustrações (pra não falar choros no pé do ouvido), mas, pude comprovar na prática que nesta forma de comando as respostas foram muito mais positivas que negativas. Afinal, somos a principal referência dos nossos filhos e eles confiam na gente, por mais tentador que seja ele tocar na tomada.

Criar um vínculo forte e saudável com eles talvez seja o caminho mais acertado para que os “nãos” se tornem cada vez menos necessários serem ditos. É difícil não falar não, mas se nos permitirmos tentar, no mínimo vivenciaremos uma experiência ousada e pra lá de surpreendente. 

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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