Quando foi a última vez que você escutou alguém?

Já reparou que ultimamente todo mundo só gosta de falar? Inclusive você e eu. Quando foi a última vez que você parou e realmente escutou alguém?

A minha foi quando eu passei um final de semana inteiro com meu irmão de 11 anos. Depois de interrompê-lo algumas vezes quando tentava me contar a história do livro que estava lendo, eu decidi: “Vou fazer diferente”. E fiz. Deixei que ele falasse por mais de uma hora, sem parar nem um minuto, sobre dragões, feitiços, bruxos e gnomos encantados. Esse não é um assunto que normalmente me interessa, mas como ele ficou realizado em dividir com alguém a história que o entusiasmava! Seus olhos brilhavam de felicidade. Além de ter aprendido um pouco sobre esse mundo mágico, foi ótimo ter escutado o meu irmão.

Apesar da fama de falante das mulheres, quem fala (muito!) mais são os homens. Eles se empolgam e não deixam espaço para nenhuma colocação, discórdia, observação, nada. Se você quiser tentar falar qualquer coisa, até concordando com o que está sendo falado, eles mais do que rapidamente atropelam a fala das mulheres e continuam como se não tivesse nada a ser falado do outro lado.

Uma coisa tão básica (e importante) como conversar tem se tornado raro e complicado. Ninguém tem tempo de conversar, as pessoas só têm tempo para falar. Escutar o outro demonstra interesse, respeito e educação! Dê chance para o seu interlocutor falar! Escute-o!

Como dizia a minha sábia avó: nós temos duas orelhas e uma boca que é para ouvir mais e falar menos. Vamos ouvir mais os outros com genuíno interesse. Prometo que, além de aprender mais sobre nosso interlocutor, o brilho nos olhos de quem divide algo importante vai compensar os minutos perdidos.

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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