Primaveras da vida

Era uma jovem alegre e sonhadora a caminhar por largas ruas de um caminho que parecia não ter fim. Numa delas, havia tantas flores no trajeto que a vista não mais sabia onde começara e terminara todo aquele florido. Era uma flor mais bonita que a outra! Não à toa, aquele lugar era batizado de “O Recanto Floral”.

A casa número 25, era só luz: Girassóis no jardim frontal para lá e para cá reluziam os raios da maior estrela do universo. Como era bonito ver aquilo! Já as casas 15 e 16 revelavam as delicadas flores das laranjeiras e limoeiros. Dois pés em cada casa. Quando floresciam, logo caiam no chão deixando um lindo e aromático tapete no caminho. Que saudade daquele cheiro! Só sentido para saber. Mas uma das casas mais lindas era mesmo a das primaveras e ipês. Última residência da rua, número 31. Lá, nem construção parecia existir. O espaço era tomado por um colorido tão mágico, que poderia passar o dia inteiro ali, contemplando aquela beleza rara que anunciara o término de um majestoso percurso. 

A juventude passou e as casas do Recanto foram tomadas por reformas que não mais cabiam árvores nem jardins. Porém, a cada nova primavera, cores e aromas invadem a alma como se quisessem dizer: – Vai, menina! Continua alegre teu caminho para que os sonhos desta estação sejam frutificados nas próximas que ainda estão por vir.

Dani Almeida

Sobre Dani Almeida

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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