Pequenas ilhas de prazeres

Pequenas ilhas de prazeres 1

Um dia desses estava conversando com  meu querido amigo Christian Mathias sobre “felicidade”. Ele me disse que felicidade era uma coleção de “pequenas ilhas de prazeres” que fazemos durante a vida.

Fiquei pensando nas minhas pequenas ilhas de prazeres que venho colecionando. Pensei nos meus pequenos prazeres como ler um bom livro degustando um chocolate Lindt, ver um bom filme, ver um por do sol, ir ao teatro, ao cinema, estar com amigos queridos, visitar e conversar com meu velho pai. E os ipês explodindo em cores em contraste com o céu azul.

O cheiro de terra molhada assim que começa a chover, o cheiro de grama recém-cortada, os cheiros que remetem à infância, algum momento perdido no tempo e na memória. Aquelas lembranças que fazem a gente fechar os olhos e sorrir. E assim as ilhas de prazeres vão se formando e tomando seus lugares na memória.

Viajar é para mim uns dos meus grandes prazeres, conhecer um novo lugar, uma nova cultura, a emoção da chegada, respirar um novo ar, um novo clima. A gente nunca é a mesma pessoa depois de uma viagem

E depois que me fizeram avó descobri novos prazeres. O prazer de um serzinho lindo te chamando de “vovó”, sorrindo para você é um novo prazer que descobri. Então você descobre que ainda tem muito dentro do coração e que esse amor transborda só de olhar para aquelas criaturinhas risonhas.

Rubem Alves disse que as pessoas são o que amam. E realmente é isso, somos o que amamos. Eu amo tantas coisas como disse acima. Meus netos são um dos meus amores, meu filho, meus amigos são outros amores. Os ipês floridos, os aromas, as caminhadas no parque e tantos outros amores que tenho.

Que possamos buscar nossas ilhas de prazeres e fazer nosso coração transbordar de alegria. Só assim poderemos passar por essa vida com leveza.

Pablo Neruda diz:

“A felicidade é interior, não exterior,

portanto, não depende do que temos,

mas do que somos.”

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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