Pecados da humanidade

Pecados da humanidade 1

Vi recentemente dois vídeos na internet que me tocaram muito. O primeiro foi feito pela UNICEF com crianças pré-adolescentes brasileiras. No vídeo as crianças se tentavam diante de uma mulher negra e a pessoa que conduzia a dinâmica dizia que ela iria representar e deveria ler o texto para a mulher sentada em sua frente. O texto era composto de frases racistas. As crianças se recusavam a ler, alegando que não era correto dizer coisas assim para as pessoas. Algumas delas que eram mulatas, chegaram a chorar a ler as frases.

No outro vídeo, italiano, feito com meninos na mesma idade. Você ouve um narrador falando com um menino que está enfrente a uma menina, ele pede para o menino dizer o  que ele acha da menina, pede para ele fazer um elogio, sorrir para ela, fazer um carinho e em determinado momento a voz manda o garoto bater na menina. O clima descontraído mudo repentinamente. A voz insiste:- bata nela! Os meninos se recusam, uns dizem que não se batem em meninas, outros dizem que não é correto bater nas pessoas.

Fiquei pensando em que momento a humanidade se tornou assim racista, opressora e violenta? Não é possível que fosse sempre assim! Em algum momento as coisas devem ter sido diferentes. Pesquisei muito na internet, mas não encontrei nada conclusivo.

Então pensei que talvez não importe quando tenha começado, importa quando vai terminar. E que eu posso contribuir para que isso termine todos nós podemos. Quando meu filho era pequeno, eu tentei criá-lo sem preconceitos. E hoje ele é um homem sociável e querido por todos. Agora estão chegando os netos, sei que posso influencia-los também.

Um dia, quando meu filho tinha dez ou onze anos, eu estava mostrando fotos de um fim de semana com um casal de amigos gays, para algumas amigas. Uma delas me perguntou:- Você não tem medo de criar seu filho assim? Eu respondi:- Tenho medo de criar meu filho com preconceitos!

Acir Montanhaur

Sobre Acir Montanhaur

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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