O seio que amamenta, a mão que balança o berço

O seio que amamenta, a mão que balança o berço 1

Eu li recentemente um artigo que dizia os cientistas árabes chegaram a conclusão de que as mulheres podem ser consideradas como um animal mamífero como um camelo ou uma cabra, pois podem parir e amamentar. As mulheres comemoraram com a notícia, dizendo que é um grande avanço, pois antes na cultura árabe, as mulheres eram consideradas como um objeto inanimado e desprovido de sentimentos e emoções. Agora as mulheres têm o status de animais mamíferos que segundo elas é um grande progresso.

Estamos no século XXI e as mulheres ainda são tratadas dessa maneira. Fico pensando até quando isso irá acontecer, até quando as mulheres serão tratadas com tanto descaso e violência.

Somos nós que geramos, amamentamos e criamos filhos Somos nós que educamos filhos e filhas. Não seríamos nós colaboradoras em perpetuar a cultura do machismo e da marginalização da mulher? Não somos nós que mandamos as meninas lavarem a louça e os meninos brincarem? Não somos nós que dizemos que meninos não brincam de casinha? Não somos nós que ensinamos as meninas a servir e os meninos a serem servidos? Quantas de nós preferem médicos, advogados, homens? Quantas de nós votamos em políticos mulheres?

Uma amiga me contou que a filha foi casada com um rapaz que batia nela incentivando pela mãe que dizia que a mulher tinha que obedecer ao homem e que se não se submetesse deveria apanhar para aprender. Como pode uma mulher ensinar isso para o filho? Volto a frase: “A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo”. .É a nossa mão que embala o berço.

Acredito que só poderemos mudar o mundo se mudarmos a forma de educar nossas filhas e filhos. Devemos ensinar nossos filhos respeitarem as mulheres e ensinar nossas filhas a terem autoestima, a serem líderes e não se submeterem a nada e a ninguém. Devemos ensiná-las a não serem objetos de uso e sim desejarem ser um ser humano de direitos que ocupará seu lugar no mundo com dignidade e distinção.

Nós mulheres deveríamos ser mais unidas ao invés de sermos tão competitivas. Deveríamos nos preocupar mais umas com as outras. Assim poderíamos construir uma sociedade mais justa e igualitária para nós mulheres onde as mulheres sejam respeitadas e valorizadas.

 

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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