O “samba” do projeto ficha limpa e o poder do voto.

O ano de 2010 pode ter sido marcado como um ano histórico, quando o projeto “Ficha Limpa” requerido pela própria sociedade foi aprovado e se tornou constitucional. O que sinceramente foi difícil de acreditar inicialmente que daria certo, mas, indícios mostravam mudanças na política brasileira. Não é em qualquer momento que você tem a possibilidade de ver um político como Paulo Maluf na “corda bamba” e o deputado Jader Barbalho tendo o mandato cassado. Finalmente o Brasil estava caminhando certo.

Sabe-se que Paulo Maluf não foi impedido de concorrer às eleições de 2010 e que Jader Barbalho ganhou na justiça o direito de retomar o seu mandato. Pois bem, de quem é a culpa? Os de prontidão dirão que certamente é a justiça morosa, os mais desmotivados dirão que é a política corrupta que assola o país. Mas, a maioria dirá que estou sendo radical em dizer que a culpa é da sociedade. O Maluf foi o segundo candidato mais votado no estado de São Paulo, com aproximadamente 497 mil votos.

O movimento para o projeto “Ficha Limpa” mostrou que a sociedade unida tem força e que ela pode usar sabiamente o poder que ela tem: a democracia. Mas, na hora do voto esse poder simplesmente se perde.

No dia 22 de maio de 2012, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza a candidatura de políticos que tiveram as contas rejeitadas em eleições passadas para concorreram as eleições municipais desse mesmo ano. Isso pode parecer um absurdo. E é mesmo. Porém, o que quero que vocês enxerguem é que nada está perdido, se o projeto será vetado ou não pela presidência o que importa é seu voto ser usado com consciência e colocar pessoas capazes de fazer a diferença.

É por isso que afirmo que a culpa é da sociedade que não tem, na sua maioria, a noção da importância do voto. Nós mulheres, por exemplo, deveríamos nos orgulhar de ter o direito ao voto. Esse direito foi conquistado depois de muita luta, onde a primeira mulher a votar no Brasil foi em 1933 e somente na metade da década de 40 é que todas as mulheres passaram a ter o direito ao voto (a obrigatoriedade do voto), direito á escolha, sem estarem submissas ás escolhas dos homens. Como disse minha amiga e escritora desse blog Gabi Marins, “a mulher não fala só de maquiagens, nós falamos de futebol também” e de política é claro.

Assim, devemos nos manifestar já esse ano (eleições municipais 2012) e votar consciente, onde estaremos fazendo nossa própria “Ficha Limpa”.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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