“O quarto de Jack”, o amor não tem barreiras – resenha de filme

"O quarto de Jack", o amor não tem barreiras – resenha de filme 1O filme é baseado no livro de ficção “Room” (“Quarto”), de Emma Donoghue e conta a história de Joy, sequestrada aos 17 anos e mantida em cárcere privado há sete. Ela vive com seu filho Jack, de cinco anos, em um pequeno quarto de dez metros quadrados, composto por cama, uma mesa, duas cadeiras, vaso sanitário, banheira e uma simples cozinha. Joy é estuprada diariamente por Velho Nick, seu agressivo sequestrador, que não há deixa ter acesso ao mundo exterior.

A rotina da mãe e do filho inclui exercícios físicos, alongamentos, leituras, gritos na tentativa de que alguém do lado de fora os escute, bastante televisão e muito tempo gasto pensando em como sair daquele lugar. Jack tem dificuldade em entender que há vida fora daquele quarto.

A atriz principal, Brie Larson, expressa com maestria toda a angústia, o desespero de estar presa com seu filho. Ela, merecidamente, ganhou o Oscar de melhor atriz. A brilhante atuação de Brie nos faz acreditar que o filme seja baseado em fatos (apesar de não ser) e nos lembra casos semelhantes que aconteceram na vida real, como o das três jovens de Cleveland, nos Estados Unidos. Elas foram mantidas em cativeiro durante mais de dez anos por Ariel Castro e abusadas sexualmente. Quantas outras mulheres são privadas de liberdade por homens opressores?

O filme é tenso e perturbador. E me fez pensar em como um ser humano pode achar que tem direitos de tirar a liberdade de outra pessoa. A liberdade, esse bem tão precioso e mais importante que nossa própria vida, é direito inegociável do ser humano. Uma vida sem liberdade não é digna de ser vivida.

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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