O prazer da amizade

Por prazer, por utilidade, por virtude. Assim se constituem as amizades em nossas vidas. De diferentes formas, em diferentes épocas.

Na infância de um jeito quase sempre despretensioso. Geralmente apenas pelo fato de ser criança. Bastava um coleguinha passar, onde quer que estivéssemos, para arriscarmos uma brincadeira e assim o enxergarmos como amigo. Isto em minutos. O tempo nem era o fator determinante neste caso, mas, a forma que nos dispúnhamos para o outro nesta fase da vida.

Não nos apegávamos ao ‘diga com quem andas que direis quem és’ dos adultos, mas ao ‘somos iguais nas diferenças’. A brincadeira era o que importava. Queimada, esconde-esconde, barra-bandeira, elástico, adedonha… Difícil não se lembrar das amizades deste tempo. Do amigo mais novo que sempre era o ‘café com leite’; do mais velho da turma que bastava estarmos no time dele para nos sentirmos uma equipe vencedora; do moleque que nossa mãe dizia para não brincar com ele, mas não estávamos nem aí para isso.

Cada um com jeito de pensar, seu estilo, suas liberdades, privações. Sem julgamentos, pois o que importava mesmo era o fato de que estávamos felizes ‘naquele hoje’ com aqueles que cruzavam  nossas vidas com suas diferentes formas de amizade.

Daí o tempo deixou a brincadeira mais séria… Por algum motivo, chamado por muitos de ‘maturidade’, deixamos de nos abrir mais para as pessoas, damos uma de Deus julgando nosso próximo dando um veredito se ele merece ou não ser nosso amigo, ou mesmo por preguiça de vivenciar a fundo uma nova amizade, afinal no decorrer da vida já colecionamos tantos amigos: da infância, da escola, do curso, da faculdade, do trabalho… ufa! Será que vale a pena mais um? Será que apenas aqueles da infância te conhecem de verdade? Ou só os novos amigos sabem quem você é hoje?

O fato é que em qualquer fase da vida são as amizades que contribuem para que sejamos pessoas melhores no mundo. Ter novas amizades e cultivar as que têm, independe do tempo, das circunstâncias, da distância e até da vida.

As amizades fazem com que nossas experiências sejam  intermináveis.Vivenciá-las a todo instante é sinal de que o ‘hoje’ da nossa infância (quando tudo era pela brincadeira), jamais saia de nossos corações. Mesmo na tristeza. E é por isso que vale muito a pena a gente ter amigos. Sempre!

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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