Nem tudo o que parece ser as vezes é

Começo o texto dessa semana com uma expressão já conhecida de que “ nem tudo o que parece ser as vezes é” e isso acontece muito. Já parou para pensar que muitas coisas caracterizadas como públicas na verdade não são? A “Zona Azul” é um exemplo.

A rua é dita como um espaço público onde você pode circular livremente, como parte do direito de liberdade do cidadão. Porém, a “Zona Azul”, onde você precisa pagar para poder deixar estacionado o carro em determinadas ruas “públicas” rompe com essa liberdade e nos priva desse direito. Assim, não consigo enxergar isso como um lugar público quando precisamos pagar taxas.

Mas, o que fazer quando não se consegue nenhuma vaga para estacionar, pois, está tudo lotado. Afinal, acabei de afirmar que a rua é pública e todos têm o direito de usufruí-la? A culpa é de todas as partes e é exatamente na mudança de comportamento dessas partes que deve acontecer para que o público possa se tornar realmente público ou pelo menos, que se torne um lugar acessível.

O poder público deve mudar a infraestrutura da cidade para disponibilizar mais acessos à população conforme a demanda. Já os cidadãos devem mudar a sua mentalidade e usar mais as ciclovias (melhoradas ou criadas pelo poder público), por exemplo. E ninguém precisaria pagar por mais taxas além das muitas que já pagamos.

O mais engraçado é que o poder público só consegue controlar os problemas cobrando taxas. Os pedágios caríssimos (no estado de São Paulo principalmente) para garantirem melhores estradas, em que ao mesmo tempo não acredito que precisamos pagar tão carro por isso e que se olharmos direito, os pedágios também rompem com o direito de ir e vir do cidadão. E o mais engraçado ainda é que o cidadão só muda suas atitudes depois que precisa desembolsar o dinheiro das taxas.

Por isso, o que é considerado público deve ser revisto ao mesmo tempo em que as nossas ações também devem ser revistas.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *