“Não aceitemos com resignação o papel que a sociedade patriarcal nos impõe”

“Não aceitemos com resignação o papel que a sociedade patriarcal nos impõe” 2Eu li a frase do título em uma entrevista da espanhola Pilar del Río. A bem-sucedida jornalista espanhola é mais conhecida como viúva de José Saramago, a mulher que largou tudo para promover a obra do marido Nobel. Pilar é uma mulher forte, decidida e que preza, acima de tudo, a liberdade. A primeira vez que escutei seu nome foi em uma entrevista de poucos minutos em que ela corrige diversas vezes o jornalista que diz inúmeras frases machistas. O vídeo dura poucos minutos e nos lembra como propagamos preconceitos sem pensar.

A segunda vez que vi Pilar foi no lindo documentário “José e Pilar”, que registra os últimos quatro anos de vida do grande escritor, sua rotina de viagens, palestras etc. Vemos o papel fundamental que Pilar desempenha na vida literária de Saramago, como mulher, amiga, administradora e tradutora de suas obras.

Voltando à frase do título… a sociedade diz que as mulheres devem casar e ter filhos. Se for isso que vai te trazer felicidade, ótimo. Agora, se não é bem isso que você quer, não se resigne! Vá atrás dos seus sonhos e construa sua vida. Com ou sem um homem. Para Pilar, largar a carreira de jornalista e promover a carreira do marido foi uma “honra”, como ela mesma diz. Mas será que isso traz felicidade para todas as mulheres?

Recentemente, conheci diversas mulheres que largaram tudo, TU-DO: sua família, sua vida, seu trabalho, seus amigos, sua casa, seu país, tudo mesmo, para acompanhar namorados e maridos em outro país. Os parceiros foram estudar e elas foram junto com eles. Abdicaram de tudo para viver em função de seus homens. Algumas, a minoria, pareceu satisfeita ou conformada com a situação, mas a maioria demonstrou muita frustração e tristeza por ter que deixar suas vidas de lado e seguirem a vida de seus cônjuges. Para quê isso, gente? Para que ter uma vida infeliz em função do outro? E sabe quantos homens largaram suas vidas no Brasil para acompanhar as namoradas que foram estudar em outro país? NENHUM. Vamos pensar mais nisso?

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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