Mulher Maravilha

Mulher Maravilha 1

Quando eu era criança, não queria ser uma princesa como a maioria das meninas, eu queria ser a Mulher Maravilha. Cresci assistindo a série que passava na TV nos anos setenta e oitenta onde Lynda Carter fazia a personagem. Eu queria ser forte, bonita e inteligente como ela. Ela lutava com homens e os vencia, tinha seu laço da verdade, ninguém podia mentir para ela. Para mim Diana era perfeita, a mulher que eu queria ser para sobreviver num mundo masculino e machista.

Este ano estreou o filme da Mulher Maravilha com a atriz Gal Gadot, que está ainda mais maravilhosa que a Lynda Carter. Uma mulher forte, corajosa e com um coração bondoso.

Desde essa época até hoje, desejei muitas vezes ser a Mulher Maravilha e bater em alguns caras que cruzaram meu caminho. Nós mulheres enfrentamos o machismo diariamente e mais ainda, quando levamos nossos carros ao mecânico, quando contratamos pedreiros, eletricistas, etc. Isso é uma luta constante em minha vida pois sou eu quem cuida de tudo isso em minha casa.

Em todas as lutas e desafios da vida, descobri que embora eu não tenha a força física da Mulher Maravilha (coisa que lamento), eu tenho sua coragem, sua força interior e seu coração bondoso e nem mesmo as frustrações e decepções da vida, fizeram com que eu endurecesse  meu coração.

Sei que como eu, existem por aí muitas Mulheres Maravilhas lutando para serem fortes, criar seus filhos e sobreviver nesta selva machista, que apesar de estarmos vivendo no século XXI, ainda é hostil e perigosa para nós mulheres.

 

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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