Muito prazer, como vai você?

Continuando naquele supermercado que vende palavras, dessa vez entro nesse mundo não falando do consumismo, mas agora, do individualismo. É assustador pensar que você se encontra dentro de um supermercado, faz suas compras junto com diversas pessoas diferentes, que em uma sincronia fazem o ritual da compra. Porém, sem se cumprimentarem ou trocarem se quer uma palavra.

Pessoas com mesmas necessidades vitais, muitas vezes com problemas semelhantes, gostos em comuns, mas, que não se permitem passar pela barreira identificada: “estranhos”.  Preferimos ficar reservados em nosso próprio mundo. Fico imaginando que às vezes deixamos passar grandes amizades ou grandes amores, grandes revoluções, porque o ego não nos permite a isso tudo.

Isso é individualismo segundo o sociólogo contemporâneo, Zygmunt Bauman. Bauman ainda concretiza essa teoria afirmando que o individualismo faz parte das relações instáveis ou em seu linguajar “relações líquidas”.

Somos personagens de uma história galgada na estupidez das aparências, na vaidade do “Eu”, o que nos impede de manter uma relação plausível um com o outro e o que nos tira a possibilidade de descobrir qualidades alheias. A individualidade não só atrapalha o âmbito emocional, em que nos tornamos pessoas focadas mais na razão; ou no âmbito da convivência, onde apenas cumprimos com o protocolo.  Mas também, no âmbito político. Nos tornamos céticos.

Temos que nos permitir mais, confiar mais, para que a sociedade possa ganhar credibilidade.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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