Minha segunda-feira

Minha segunda-feira 1Aqui na China já passa de 1h da manhã (de segunda para terça). Só agora lembrei do texto do Faces (ui!). Hoje tinha tudo para ser um dia mais ou menos (bem menos do que mais): precisava lavar roupa, colocar a leitura em dia e terminar de escrever um artigo que já deveria estar pronto.

Antes do almoço, uma professora chinesa que eu adoro me mandou uma mensagem dizendo que à tarde teria uma palestra de um jornalista da Xinhua (agência onde trabalhei) que morou muitos anos na América Latina. Ela disse que seria legal eu ir. Poderia ter ficado no quarto lendo e escrevendo? Poderia, claro, mas resolvi ir. Na aula de Relações China-América Latina vi meu amigo do México, que estava quase caindo de tanta gripe. Entreguei para ele uma bolachinha e um sachê de café para dar uma animada e ele ficou superfeliz (e eu também). Encontrei uma amiga brasileira que faz essa matéria e combinamos de tomar um café na quinta-feira. Conversei um pouco com a professora que eu adoro. O jornalista falou sobre os anos que morou no México, na Argentina e das viagens que fez pela região. Que delícia de palestra! Ainda bem que eu fui!

No final da tarde tinha um evento da embaixada para selar o acordo entre a UFRJ e uma universidade chinesa. Soube do evento domingo à tarde. Combinei de ir com a amiga alemã. Nos encontramos no metrô, nos perdemos no caminho e chegamos já na metade. Comemos bem, bebemos vinho gostoso e conhecemos pessoas interessantes. Conversei bastante tempo com o pró-reitor da UFRJ (eu o chamei de “vice-reitor” e ele me ensinou que “vice-reitor, na verdade, é chamado de “pró-reitor”. Aprendi mais uma), conversei com mais um monte de gente que nem lembro e… falei bastante tempo com o garçom da embaixada! Ele me disse que trabalha lá há mais de 20 anos. Já imaginaram isso? Que coisa fantástica! Falei um pouquinho com o embaixador, dei um fora fazendo uma pergunta inadequada e disse que queria entrevistá-lo para a minha pesquisa. No final, ficamos eu, a amiga alemã e um moço brasileiro descendente de chineses. Começamos a conversar e descobrimos que temos muitos conhecidos em comum! Fofocamos e demos muita risada. Que cara legal! Foi bem divertido. Ainda bem que eu fui!

No caminho de volta para a universidade, a amiga alemã perguntou se eu queria tomar uma cerveja. “Opa! Só se for agora!” Acabamos indo ao Modernista, um dos bares mais legais de Beijing. Fomos lá sábado, domingo e hoje, segunda. Estava tendo “Noite Latina” com música ao vivo! É um bar que vai muito estrangeiro, mas hoje tinha alguns chineses. Conhecemos uma chinesa superempolgada que ficou dançando com a gente. Dançamos, cantamos, causamos! Lá fora fazia alguns graus negativos, mas eu estava suando. Que delícia dançar salsa com música ao vivo. Dancei sozinha, com a minha amiga, com outras mulheres e homens. Ainda bem que eu fui!

Eu poderia ter ficado o dia inteiro enrolando no quarto. Duvido que o artigo estaria pronto. Ainda bem que eu saí de casa e fui viver. Que dia incrível!

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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