Minha mais “Bella” forma de recomeçar

A palavra recomeçar para mim soa como uma avalanche de sentimentos. Nestes 31 anos de vida, passei por muitos recomeços, mas com certeza um dos que mais me tocou até hoje foi o pós-aborto espontâneo que sofri em março de 2014. Um momento que só quem passa por ele, sabe tamanha a dor que se sente, não apenas a física, mas principalmente na alma.

Até aquele dia, as frustrações vivenciadas durante minha trajetória, tornaram-se medíocres diante da tristeza que invadiu o meu ser. Meu tão amado bebê partira com apenas 10 semanas de vida uterina e com ele, toda minha alegria. Alguns dias após aquela data, minha vida – apesar de parecer normal socialmente – estava indo de mal a pior.

Vivenciei uma depressão que não fazia ideia do que poderia ser. Definitivamente ter depressão não é a mesma coisa daquilo que muita gente fala quando está triste. Ela te paralisa de um jeito que você não tem mais vontade de fazer nada. Aquilo que chamamos de sonhos, simplesmente deixam de existir porque nada mais faz sentido. Eu realmente não desejo isso nem para o meu pior inimigo, ainda que tivesse.

Mas esse texto é sobre recomeço. E o que posso afirmar aqui sobre este meu mais emblemático recomeço é que ele foi muito especial. Costumo dizer que o amor me resgatou. O amor de Deus e o do meu marido. Sem isso, com certeza eu continuaria num labirinto de espinhos sem fim. Para sair desse labirinto, foi preciso parar, respirar e recalcular a rota. Decidi seguir pela rota do amor e da fé, que em outros momentos tanto me ajudou. Ao seguir novamente por ela, finalmente consegui estar mais leve. E quando estamos leves para encarar a vida, independente do momento, tudo se torna inspirador. Tanto, que 6 meses depois do ocorrido, a força desse amor ganhou nome e sobrenome: Isabella Almeida Miranda dos Santos. Com ela e por ela recomeço os meus dias com o melhor que posso ser. Tem forma mais “Bella” de recomeçar? 

 

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *