Medo de borboletas

Eu tenho uma amiga que ela e o filho de vinte anos têm medo de borboletas. Imaginem só: medo de borboletas!! Todos os tipos as grandes, coloridas, pequenas!

A primeira vez que nos deparamos com uma linda borboleta entrando na sala dela, eu fiquei maravilhada, demorei um pouco para perceber que ela e o filho estavam em pânico!

Eu comecei a rir e perguntei: – Vocês estão com medo dela polinizar vocês? Mas percebi que eles estavam assustados mesmo! Aí, tratei de afastar o “perigo”, pegando gentilmente a borboleta com um pano e a colocando para fora. Que medo estranho! Borboletas!

Tenho outra amiga que tem medo de galinhas! Ela diz: – Enfrento até barata voadora! Mas não chega perto de mim com uma galinha que eu corro!

Fiquei pensando nos meus medos. Não tenho medo de borboletas, galinhas, baratas e outros bichos! Acho que esses medos são superficiais. Pensei em medos mais profundos que vivem a espreita no fundo da nossa alma do nosso ser. Esses são medos apavorantes que nos fazem gelar só de pensar neles.

Pensei nos meus medos. Acho que o maior de todos é o medo de envelhecer e perder a independência, a liberdade. Este, eu acho que é o meu maior medo.

Acho que o medo de borboletas, galinhas e outros bichos, dá para evitá-los. Têm-se medo de borboletas ou galinhas, é só evitá-las, mas envelhecer é apavorante, você não tem como evitar, vai acontecer quer eu queira ou não. E como enfrentar um medo, se você não pode fugir dele? Eu não sei a resposta, eu a estou procurando. Talvez para vencer um medo devamos enfrentá-lo. Mas como fazer isso? Onde encontrar forças? Uma coisa eu aprendi com a maturidade: as respostas estão dentro de nós mesmos.

Os nossos medos estão sempre presentes dentro de nós, e somos nós que devemos vencê-los, ninguém pode fazer isso por nós.

Acho que passamos a vida toda enfrentando nossos medos, sejam eles de borboletas, galinhas ou envelhecer, somos que os conhecemos e seremos que os enfrentaremos.

 

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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