Legião do ontem, do hoje e do amanhã

Embalada pelo som do show de tributo a banda Legião Urbana promovida pela MTV na última terça-feira (29), tive a oportunidade de reviver uma época de intensas descobertas.

O cantor Renato Russo,que tão intensamente viveu seus 36 anos de vida, partiu deste mundo quando eu tinha apenas 11 anos de idade, fase esta que nossos ídolos são considerados quase membros da nossa família. Lembro que foi por causa de uma tia minha, uma autentica vivente da juventude dos anos 80, que meu gosto pela banda se evidenciou.

Muitas vezes a via no quarto dela ouvindo e escrevendo em um caderninho de música, as letras das várias canções do grupo. Talvez por isso, mesmo sem eu ter vivido o auge da Legião Urbana, pude perceber e sentir a grande perda da juventude brasileira naquele 11 de outubro de 1996.

Segui o percurso da adolescência,  mas sem esquecer o legado de Renato, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Aos 15, na roda de violão com os amigos, lembro da alegria que senti quando, na persistência e com os dedos já esfolados e cheios de calos  consegui tocar o clássico Pais e Filhos, mesmo sabendo que quase todo mundo já sabia tocar, afinal as notas musicais da canção eram perfeitas para iniciantes.

As fitas cassetes então, nem se fala. Quantas e quantas vezes as rebobinei para transcrever corretamente Eduardo e Mônica, Geração Coca-Cola e Faroeste Caboclo até o final?

Quem nunca filosofou ao som de Via Láctea, A Tempestade, Vento no Litoral, Tempo Perdido, Antes das Seis, Algumas coisas, Há tempos, dentre tantas outras inesquecíveis canções?

É por isso que, mesmo que Wagner Moura, ator que muito respeito e admiro, tendo desafinado em tantos momentos no show de tributo a banda, tiro o chapéu para ele que esteve no palco, não como um ator fazendo o papel do cantor, mas como um verdadeiro fã que soube transmitir o sentimento de uma época em que ‘perder’ um pouco mais de tempo pensando naquilo que se cantava significava amar as pessoas como se não houvesse amanhã.

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *