Jeito de ser

Esta semana recebi uma mensagem de uma pessoa dizendo: ”Obrigada por tudo que você fez por mim.” Isso me fez refletir e fazer uma retrospectiva de minha vida.

Quando tinha cerca de oito anos lembro que, ao voltar da escola com minha bolsa de tecido azul feita pela minha avó,  vi um garoto grande batendo em um menino pequeno. Ao ver aquela cena não pensei duas vezes: joguei minha bolsinha azul no chão e enfrentei o garoto. Ele era bem maior que eu e para falar com ele, lembro que até tinha que olhar para cima. Naquele momento o garoto disse que não ia bater em mim porque eu era uma menina. Talvez se essa mesma cena acontecesse nos dias de hoje teria apanhado mesmo.

Lembro também de quando ia à escola pela manhã. No caminho sempre via uma cabra amarrada num gramado com seu filhote que usava uma focinheira para não mamar a noite. Eu morria de pena do animalzinho e retirava a focinheira dele quase todos os dias.

Em várias ocasiões de minha vida as recordações geralmente estão associadas a compaixão pelas pessoas, pela natureza, pela vida. Acho que ajudar e incentivar as pessoas a buscarem seus sonhos e realizarem me deixa feliz. Esta é minha fórmula para fazer do mundo um lugar melhor. Quando as pessoas mudam o curso de suas vidas e se tornam pessoas melhores, melhoram o ambiente onde vivem e assim pouco a pouco o mundo evolui. Sei que parece utópico e idealista, mas é a minha maneira de fazer a diferença nesta vida. De torna-la mais leve tanto para mim, quanto para as pessoas com quem convivo.

E esta leveza de viver me acompanha desde criança. Talvez isso seja um jeito de ser meu e acho que devo ter nascido assim. Creio que todas as pessoas nascem com seu jeito de ser e a partir das experiências de vida, tudo vai sendo desenvolvido e aprimorado.

Por isso é tão importante que cada um olhe para dentro si e busque refletir sobre seu jeito de ser e questionar se está contribuindo para que o ambiente onde vive está melhor ou pior com suas atitudes.

Devemos pensar em como queremos ser lembrados pelas pessoas quando partirmos deste mundo, pois a vida passa tão rápido que não vale a pena desperdiçar com intolerâncias, incompreensões e radicalismos. E o nosso jeito de ser durante a jornada é o que pode nos tornar exemplos, ou não, da paz e do amor que tanto queremos neste mundo.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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