Homéricas são as epopeias de um beijo mediterrânico – Parte 1

beijoOlá, antes que comece a ler meus textos, é bom que saibas que não escrevo para pessoas pudicas e nem sexualmente castradas*, robotizadas e/ou reprimidas. Escrevo com os ovários e uso a progesterona como tinta. E o meu público são pessoas que sentem vontades, sobretudo, tesão.

Antes de rotular-me de pervertida, devassa, insana e coisas do tipo, primeiro se desnude de suas hipocrisias, e acredite, há muito mais motivos para que meus textos sejam apreciados do que rejeitados pelo seu falso moralismo.

Não, eu não escrevo sobre pornografia. Escrevo sobre relacionamentos. O mais íntimo, o sexual.

Sendo assim, parafraseando Zack Magiezi, “quando fores fazer amor (prefiro usar a palavra sexo), faça NU(a)”. Tire os diplomas, o status. Esqueça seu sucesso profissional, suas etiquetas de grife. Tire as chaves do carro, os cartões de créditos. Tire TUDO. Até sobrar a deliciosa e apimentada humanidade. Afinal, você só irá precisar apenas dos sentidos e das vontades. E que sejam intensas todas as vontades. Portanto, sigamos na trajetória das letras e dos prazeres que elas descrevem.

Homero, aahh Homero!

Há quem diga que ele nunca existiu, que seu nome não passa de uma mera alegoria. Bem, na linha de sua real existência, ele foi um poeta e suas obras são fontes fundamentais para o estudo da história da Grécia Antiga.

As literaturas épicas de Homero descreviam cenas com características colossais, gigantescas. Por isso quando falamos de algo grandioso, extenso, extraordinário, costumamos dizer que é HOMÉRICO. Daí, a origem do título do meu texto hoje. Na verdade, hoje é a primeira parte.

E já que estamos falando sobre a Grécia, vamos falar sobre sexo.

Mas não irei falar sobre o sexo das mulheres gregas, ou sobre as hierarquias elaboradas pelas classes que prestavam ‘serviços’ aos homens. Falemos sobre a epopeia dos prazeres (ainda pouco) apreciados em Terra Brasilis.

(…)

Ela sabe apreciar os sentidos gustativos da língua. É uma exploradora da anatomia humana. Habilidosa, provoca estímulos, percorre o sacro, o cóccix, massageia os glúteos e CUlmina num beijo afrodisíaco.

Mas, quem é essa mulher?

Ela é a captadora de sentidos, prefere hipérbole a eufemismo, é mais passional do que dramática, vive sob a ação do êxtase. Para ela, sexo bom é aquele que descabela, que põe em desordem o sistema. Que extrai o fôlego e sufoca as intenções.

Homero, Homero!
Não imaginavas tu, que a tua Ilíada e a tua Odisseia, seriam ínfimas sobre os leitos do outro lado do oceano. Que diante das paixões ANALiticamente sentidas, haveria os urros dos prazeres pouco explorados.

(…)

(CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA)

castradas
* Não se refere a ausência do órgão sexual, ou seja sua extirpação. Mas, ao fato de tê-lo e negar ou aniquilar sua funcionalidade e seus instintos por questões repressoras e preconceituosas.

Cristiane, a progesterônica

Sobre Cristiane, a progesterônica

Minha voz ecoa entre as pernas, advinda dos grandes e pequenos lábios. Na condição de fêmea, experimentando o cio, incitando vontades e provocando ardores. Ávida, me fecundo. Chego úmida e sedenta. Sem amarras, eu chego às terças.

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *