Gerações

Gerações 2

Hoje, dia dos pais, tive meu querido pai almoçando em minha casa. E também meu amado filho que também é pai.

Meu pai é apaixonado pelo neto e agora duplamente apaixonado pelos bisnetos e eles por ele. É tão bonito ver o meu pai brincando com os bisnetos. O Christopher, o mais velho é louco pelo bisavô. Eu disse isso ao meu pai, ele me respondeu que bonito é ver a filhinha dele brincando com os netos.

Somos quatro gerações, o tempo realmente passa tão depressa. Parece que foi ontem que eu era uma garotinha no colo de meu pai, depois o meu filho, um bebê tão querido, uma criança tranquila e agora netos, eu avó, meu pai bisavô. A impressão que tenho é tudo passou num curto espaço de tempo.

A memória é atemporal, quando nos recordamos, as lembranças se tornam presentes, atuais. No texto de Fabiola Simões de Brito Neto no site A soma de todos os Afetos diz: “Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem. A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite…ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.”

Minha mãe sempre dizia: “as meninas” para minha irmã e eu, para ela fomos sempre “as suas meninas”, para ela nunca crescemos. Adélia Prado disse; “o que a memória ama fica eterno”. Somos feitos de lembranças que se tornam memórias eternas e atemporais. Talvez isso seja uma maneira que o coração tenha encontrado de ludibriar o tempo, ele criou a memória e eternizou em nós momentos felizes que vivemos e que o implacável tempo nos tirou.

Que nossa memória eternize todos os momentos felizes que vivemos e que possamos guardar para sempre esses tesouros em nossos corações e que possamos ser seres eternos por meio dos nossos pais e todos nossos antepassados que nos antecederam e por nossos filhos e todos nossos descendentes que viram depois de nós.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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