Francisca de Oliveira: “Vou aonde a vida me chamar”

Francisca de Oliveira: "Vou aonde a vida me chamar" 1Uma mulher de muitas vivências, sendo uma delas realizar partos. Manauara, Francisca de Oliveira tem 53 anos e sua missão vai muito além de trazer crianças à vida.

Ainda na infância , quando tinha 2 anos de idade, Francisca sofreu um acidente grave que deixou seu corpo da cabeça até a cintura queimado em carne viva. Por muita sorte, e as promessas da mãe dela a São Francisco de Assis, ela não ficou com sequelas. 

Outro momento marcante foi na juventude, quando no final do anos 70 Francisca enfrentou outro desafio quando trabalhava em um laboratório de fotografia em Manaus: o diagnóstico de um aneurisma que lhe causara uma grave intoxicação decorrente dos produtos químicos que ela utilizava no trabalho sem proteção. O médico lhe deu apenas seis meses e francisca ainda teve que se submeter a seis cirurgias.

Toda essa situação fez Francisca repensar como fazer daquele curto tempo de vida algo que realmente valesse a pena. Foi aí que ela decidiu mudar com o  marido e os filhos para uma cidade no interior de Manaus, mais especificamente no município de Iranduba, na comunidade de São Sebastião da Serra Baixa. Seu objetivo era passar “os últimos momentos de vida” em um lugar que pudesse lhe dar mais tranqüilidade. Mas, ao invés de morrer no interior, Francisca simplesmente reviveu nele.

Lá descobriu novas aptidões para tocar a vida, sendo uma delas a realização de partos. Como a saúde pública era muito precária no município e sua experiência de fé diante da vida sempre foi muito forte, ela terminou virando parteira. Há 22 anos assume esta função. Em sua lista, mais de 58 crianças nascidas de suas mãos. “A vida é o presente mais valioso do ser humano. Devemos fazer dela um ato de coragem, amor e respeito ao outro. Sempre lembro isso às mães durante o trabalho de parto”, revela.

Sua história de trabalho em prol da humanização da vida fez de Francisca uma pessoa respeitada pela comunidade. Um mulher que desde sempre nunca mediu esforços para vencer as adversidades e ir como ela mesmo afirma: ” aonde  a vida me chamar”. 

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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