Formigas e o caso Luiza Brunet

Uma tendência muito interessante tem aparecido com frequência na Internet, em várias plataformas: pessoas estão se engajando para desconstruir pensamentos prejudiciais e plantar boas sementes no lugar. Você já deve ter visto em suas redes sociais textos, vídeos e imagens que tem como objetivo nos fazer refletir e, quem sabe, aos poucos modificar a forma como a sociedade, em geral, pensa sobre determinados assuntos. Em meio a tantas tragédias que temos visto nos noticiários e em nossas timelines, quando iniciativas procuram melhorar a sociedade de alguma forma, nos devolvem a esperança de que a sociedade evolua, mesmo a passos de formiga.

Já reparou que nas redes sociais, o que aparece de seus contatos é cada vez mais consciência e menos discriminação? Talvez pelo medo de julgamentos, ou porque a sociedade não está vendo com bons olhos os preconceituosos. Pode ser. Mas se isso servir, pelo menos, para inibir aqueles que ainda têm uma visão limitada de mundo, diminuir a disseminação de barbaridades e, quem sabe, fazer alguém que nem tinha ideia de quão nocivos eram seus pensamentos, mudar de opinião, existe uma esperança de que mais pessoas tenham boas atitudes em relação ao próximo.

Nos últimos tempos tivemos uma enxurrada de notícias de barbáries. O caso de agressão contra Luiza Brunet, o estupro coletivo no Rio de Janeiro, as ofensas raciais contra a jornalista Maju, contra a atriz Thaís Araújo e tantas outras, a jornalista demitida de um portal de notícias por ter denunciado o assédio sexual cometido por um entrevistado. Em meio a todos esses acontecimentos, é difícil não se perguntar: quando a sociedade vai evoluir e parar com essas barbaridades?

Talvez nunca pare totalmente. Mas talvez, se você, leitor, fizer a sua parte de verdade, parar de disseminar o ódio, parar de reproduzir absurdos, olhar com mais compaixão para estes casos, talvez dentro da sua família haja uma mudança. Dentro do seu grupo de amigos. Dentro de suas redes sociais. O lado bom disso é ver, apesar das mensagens de ódio, textos de apoio a todas elas, manifestações para o fim dos absurdos, discussões em grupos diversos para debater a forma com que a sociedade vem tratando as chamadas “minorias”, que não verdade são maioria, e a promoção de mudanças de pensamentos, nem que seja um aqui e outro ali. Formigas e os caso Luiza Brunet 1

O caso da moça cujo texto viralizou na Internet por ela ter descoberto seu próprio preconceito por, formada em faculdade, ter se tornado balconista de uma loja de doces e a forma como ela passou a encarar este desafio é um ótimo exemplo de como um texto pode inspirar milhares para o bem. A hashtag #jornalistascontraoassedio criada por profissionais da área de comunicação em apoio à profissional demitida por ter denunciado um assédio, é outro exemplo e motivou muitas outras mulheres a denunciarem casos parecidos, sempre tão camuflados em locais de trabalho.

O vídeo em que um menino negro dá uma aula sobre a importância de histórias infantis que retratem essa etnia e como todos somos iguais. A coragem de Luiza Brunet em denunciar seu companheiro e agressor, expondo-se mas fazendo justiça, e tendo mensagens de apoio de revistas e sites por sua atitude. Inspirações que nos motivam a, pelo menos, seguir o exemplo do bem, da positividade, de parar de reproduzir preconceitos e prestar atenção ao que dizemos. Seja porque alguém está ouvindo, ou lendo o que você disse, seja por realmente perceber que a ignorância é nociva e prejudicial, vamos aos poucos, formiguinhas, eu e você, devolvendo esperança à humanidade.

Vídeo do menino negro dando aula de vida: clique aqui

Texto da profissional que trabalha em loja de doces: clique aqui

Hashtag #jornalistascontraoassedio: clique aqui

Entenda o caso do assédio que gerou a hashtag, aqui

Andressa, a detalhista

Sobre Andressa, a detalhista

A profissão de fotógrafa já denuncia minha atenção e gosto pelo detalhe. Apesar de amar as imagens, também adoro escrever e principalmente, pensar sobre o cotidiano. Formada em jornalismo, trabalhei nesta área antes de morar na Irlanda, onde passei quase dois anos. Conhecer e explorar o novo é sempre bem-vindo. Assim também é um bom brigadeiro de panela.

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