Filmes, seriados e livros, não vivo sem isso!

Deus sabe o quanto sou fanática e apaixonada por seriados, filmes e livros. Muitas vezes, passo noites inteiras baixando, assistindo on-line. A Net fica com uma bolada minha, todo mês, com os eventuais – nome dado às compras extras de filmes na minha assinatura de TV a cabo. Nos últimos dois anos, acompanhei com total fidelidade Brothers and Sisters. Foram 107 episódios nas cinco temporadas – vi tudo em um mês. Desta série, até tirei um mantra que rezo todos os dias; Também sou fã da série The good wife, que me foi apresentada por uma super amiga em 2010 – TGW – já está na quinta temporada e aguardo a cada semana o próximo episódio, já que on-line à disponibilização é de sete a 15 dias de atraso. Por acaso, comecei acompanhar Revenge (já foram 53 episódios nas três temporadas), também on-line, porque não tenho paciência com o time da TV aberta, haja delay. Quando a gente está na quinta temporada, os canais abertos estão na segunda – não dá para ter paciência.

Só tenho uma grande crítica às séries, elas são como novelas, tomam um tempo das nossas vidas, porque aguçam a curiosidade ao máximo ao deixar para o próximo episódio sempre uma cena aberta; roubam horas que poderíamos dedicar, por exemplo, à literatura – eu mesma não sei dizer com absoluta certeza quantos livros li em 2013, mas se tivesse dedicado as horas dos seriados aos livros, acho que subiria minha marca de cerca de 30 a 35 para mais de 50. Tudo bem, o prazer está garantido nas duas opções, não tenho arrependimentos.

E já que a conversa é sobre prazer, o que mais me deixou ansiosa e na expectativa esse ano no cinema foi o desfecho da trilogia Before Sunrise (1994), Before Sunset (2004) e, só agora, Before the midnight (2013), traduzidos literalmente por Antes do Amanhecer, Antes do pôr do sol e Antes da meia-noite. Trata-se de uma sequência do drama romântico, dirigido por Richard Linklater. Protagonizam o casal, Julie Delpy e Ethan Hawke.

Vocês devem ter percebido que esperar foi o verbo que acompanhou a sequência dos filmes. Foram nove anos de espera até Antes da Meia-noite, mesmo período de paciência que tiveram os fãs para ver o segundo filme. Os dois primeiros foram primorosos, mas ambos deixaram aquela sensação e agora? O casal vai ter mais uma chance? Como a vida é cheia de desencontros? Afinal, por que tantos (des) encontros, se não foi pra ficar juntos e ter um final feliz? Pode uma paixão sobreviver ao tempo e à distância? Pode existir algo mais complexo que isso a enfrentar por dois amantes? O último filme prova que sim.

Mas vamos a uma sinopse rápida. No primeiro filme, o pano de fundo é Viena, onde o casal Céline, uma jovem francesa e Jesse, um rapaz americano encontram-se casualmente em um trem, e vivem uma paixão repentina. Ao amanhecer cada um segue seu rumo. Ela para Paris e o jovem voltará aos Estados Unidos.

Nove anos depois, Jesse, que tornou-se escritor, está em Paris lançando um livro, que está vendendo muito bem. O livro retrata o encontro do passado entre os dois – a história de um casal que vive um romance de uma noite em Viena, após se conhecerem em um trem.

Celine vai ao lançamento, mas Jesse mais uma vez precisa partir logo no pôr do Sol. Eles passam a tarde juntos; mas, agora, Jesse está casado. O futuro do casal fica totalmente indefinido, brecha para a nova sequência.

Mais nove anos se passam. Jesse e Celine vivem agora em Paris, com duas filhas. Jesse continua sua carreira de escritor e Celine não tem um emprego fixo, mas uma proposta para atuar para o governo. Jesse sofre com a separação do filho que mora com a mãe em Chicago, com sua primeira esposa. O cenário agora é uma viagem, em família, à Grécia;  onde viverá sua mais profunda crise e precisará definir o seu futuro.

É claro que apesar da vontade de contar o final, indico que  assistam, sem tanta expectativa, pois se o olhar tiver esse viés pode frustrar em relação aos dois primeiros filmes. De qualquer forma, o desfecho da trilogia é um choque de realidade; e a atuação de Ethaw e Julie continua sendo primorosa. Mesmo porque eles parecem envelhecer na medida da sequência dos filmes e o casal parece tão real.

É engraçado, na juventude sempre tive os pés e ouvidos na música, colecionava CDs, estudava gêneros diferentes, tinha até coleção de povos distantes, músicas do Peru, México, povos africanos – continuo amando, só que é uma paixão mais tranqüilo;  hoje, a literatura e o cinema me seduzem muito mais, me tiram o ar. Não vivo sem isso!

ET: Faltou na lista de nossos negros para referenciar, na semana passada, Oprah Winfrey, apresentadora de televisão americana, vencedora de inúmeros prêmios Emmy por seu programa The Oprah Winfrey de entrevistas.

Denise, a transbordante

Sobre Denise, a transbordante

Transbordo em choros e risos, raiva e paciência, novidades e mesmices. Por pouco posso me indignar, como também explode em mim alegrias inesperadas por quase nada. Sou soma – de mim, dos outros, do mundo, do meu tempo. Às vezes, divisão; mas busco a multiplicação daquilo que acredito para que a essência não seja subtraída. Quero transbordar neste espaço com vocês, às quintas. Sou jornalista.

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *