Eu venci a paçoquinha

Hoje choveu forte quando saia para almoçar. Foi a típica pancada de verão com um grande volume de água e uma enxurrada que rapidamente se formou em frente ao meu trabalho. Enquanto andava desviando das poças, segurando o guarda-chuva e a conta pra pagar, alguém, que aparentemente estava tirando o pai da forca, passou pela enxurrada me molhando inteira.

Pensei em xingar até a última geração do nobre condutor, mas depois de alguns instantes, ainda enquanto caminhava até o banco, consegui me organizar internamente e refletir sobre a situação.

Ele seria responsável por estragar o meu dia? Uma pessoa que eu nem conheço teria o poder de tirar a minha serenidade? Provavelmente a pessoa nem percebeu o que fez, e está lá ouvindo música, e eu vou ficar aqui alimentando raiva?

Logo o sentimento ruim passou, a roupa secou e o meu sapato, que sorte a minha… estava usando um de borracha!

E é aí que eu me recordo do episódio da paçoquinha. Foi a primeira vez que pensei sobre a importância que damos para certas coisas.

Como sempre tive uma queda (um tombo) por doces, quando alguém em casa compra um pacote de guloseima é difícil passar o dia sem querer essa recompensa ilusória. Sou do tipo que não consegue ficar em paz sabendo que tem um pote de sorvete na geladeira, ou um pacote de bolachas no armário, sério!

E foi então que um pote de paçoquinha me fez pensar sobre minhas atitudes.

Durante uma semana, todos os dias, eu comia uma dessas rolhas de amendoim após o café da manhã. Enquanto aquele pote não acabasse eu não teria paz. E ele tinha 50 unidades!

Foi difícil, mas precisei tomar uma atitude. Briguei comigo mesma dizendo: “Você não é mais forte que uma paçoquinha? Vai deixar esse simples doce te vencer? Isso é apenas um monte de amendoim prensado e está conseguindo te controlar?”. Bastou. Fui embora feliz de ter vencido a paçoquinha.

O que parecia ser apenas um gatilho para uma compulsão alimentar me revelou muito mais.

Quantas vezes deixamos as pessoas serem paçoquinhas em nossas vidas?

Quantas vezes permitimos que o outro nos controle? Que alguém decida como vai ser nosso dia com uma simples atitude, ou que decida se nos sentiremos seguras ou inseguras com determinado comentário ou então se vou me descontrolar emocionalmente por que um carro me molhou em um dia chuvoso.

Nós somos mais fortes e podemos vencer tudo isso!

Mariana, a sensível

Sobre Mariana, a sensível

Sou apaixonada por tudo que se move ou move algo dentro de mim. O diferente me fascina e o improvável me desafia a querer me superar em todos os sentidos. De modo geral, acredito nos ensinamentos do mestre Mahatma Gandhi: de modo suave, você pode sacudir o mundo.

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