E se eu me tornasse nômade?

Imagina se pudéssemos viajar todo tempo sem a preocupação exatamente com o tempo, com o trabalho, com as obrigações exigidas quando se tem a maioridade, enfim, sem a preocupação de ter que voltar para a casa?

Poder conhecer os lugares diversos que esse mundo nos oferece e que praticamente o deixamos, sem conhecer um terço de seus lugares maravilhosos, seria incrível. O que me fez parar para refletir sobre o tempo do nomadismo. E se eu me tornasse nômade?

Conhecer o nordeste brasileiro, juntando dinheiro ao trabalhar como vendedora de picolé na praia, por exemplo. E assim que tiver um dinheiro guardado (isso representa então a falta de luxo ou até mesmo de uma vida razoável, pois, o foco é viajar sem parar) e juntar com a vontade de explorar novos lugares, partir, sem deixar nada para traz.

Sem deixar nada para traz seria romper com uma cultura própria, com uma identidade própria, pois, já não pertenceria a lugar nenhum. Mas, veja isso tudo valeria muito a pena, diante do que me espera por esse “mundão a fora”, novas aventuras.

E porque não conhecer outros países??!!! Os nômades antigamente iam à busca de alimentos, agora, iria à busca de conhecimento, de novas culturas. Sem se fixar em lugar nenhum, romperia com as obrigações diárias: pagar conta de luz, água, etc.

Talvez alguém já tenha pensado nisso, pois, em momentos de stress a primeira coisa em que se pensa é em largar tudo e sumir ou até mesmo, alguém já deve ter feito isso, levado uma vida nômade. Mas, será que até o fim da sua vida? Ser nômade não seria nada ruim, se não fosse por uma coisa, a sensação maravilhosa do “voltar para casa”. Nada como a cama da gente, a família da gente, enfim, o “sentir saudades de casa”, o criar “raízes”.

Se ser nômade se tornou uma coisa muito difícil depois que o sedentarismo foi descoberto e desenvolvido em seu processo histórico, devemos tentar aproveitar nosso tempo livre para explorar lugares novos, conforme nossa situação permitir. Mas hoje, tudo se parcela e podemos pagar uma viagem mais do que possamos imaginar. Claro que essa dica não se encaixa para os milionários, que nem nômades precisam pensar em ser.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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