Dizer adeus

Já diziam a ela, e olha que não foi uma vez, no final de tudo a gente só se arrepende do que não fez.

Dos sonhos que não viveu, das pausas que você não deu. Daquele feriado que poderia ter sido diferente e de tudo aquilo que permitíamos e que separava a gente.

Foram tantas visitas que ela negou. Não de forma assim, tão direta, mas teve uma porção de desculpas que inventou. A falta de tempo era a maior delas.

Um telefonema tímido, às vezes por obrigação e quase nunca despretensioso. Logo ela, a única menininha, a mais querida e mimada, fazia de tudo para se afastar. Como pôde, depois de tudo, tamanha ingratidão?

Na memória, o dia em que ela se foi. Tanta tristeza e aquela necessidade de dizer adeus. É, Não deu.

Poderia ter visitado, se desculpado, se doado… mas não. Hoje, no lugar da saudade, a culpa.

Mariana, a sensível

Sobre Mariana, a sensível

Sou apaixonada por tudo que se move ou move algo dentro de mim. O diferente me fascina e o improvável me desafia a querer me superar em todos os sentidos. De modo geral, acredito nos ensinamentos do mestre Mahatma Gandhi: de modo suave, você pode sacudir o mundo.

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