Desconstrução: tijolo por tijolo

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Dois mil e dezesseis foi um ano intenso pra mim, foi um ano de tomada de consciência espiritual. Desconstrução constante. Quanto mais eu desfazia meu preconceitos, mais eu percebia que haviam milhares de pequenos padrõezinhos instalados na nossa mente.
A busca pela luz, pela força do sagrado feminino me trouxe uma visão mais espiritualizada do mundo, me trouxe outra perspectiva da vida na terra e ao mesmo tempo me despertou tantos outros questionamentos sobre nossa experiencia humana. Esse desejo estava aquietado, dormindo, e então me veio um grande despertar de consciência, de entendimento. Até física quântica cheguei a estudar para entender melhor a relação que temos com o mundo extra-físico e o material. Isso me tornou uma pessoa extremamente sensível, eu desenvolvi uma empatia meio sobrenatural. A desconstrução faz isso, ela é facilitadora, me abriu a alma e portais que eu não sabia que eram possíveis existir. Passei a me colocar no lugar dos outros antes de abrir a boca, e assim percebi o quão hipócrita sou.
É difícil desfazer os padrões do pensamento inconsciente e mais difícil ainda é assumir nossos erros, assumir que mesmo com a desconstrução ainda sou má, egoísta e tenho muito o que aprender. Que o meu, e o seu 2017 possa ser mais ainda cheio de empatia e amor ao próximo. Sem mais delongas, deixo aqui uma musica linda e sensível que ajuda a elucidar toda essa experiência.
“Sou a maldade em crise
Tendo que reconhecer
As fraquezas de um lado
Que nem todo mundo vê

Fiz em mim uma faxina e
Encontrei no meu umbigo
O meu próprio inimigo
Que adoece na rotina

Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim (refrão)

O ser humano é esquisito
Armadilha de si mesmo
Fala de amor bonito
E aponta o erro alheio

Vim ao mundo em um só corpo
Esse de um metro e sessenta
Devo a ele estar atenta
Não posso mudar o outro

Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim (refrão)

Vou pequena e pianinho
Fazer minhas orações
Eu me rendo da vaidade
Que destrói as relações

Pra me encher do que importa
Preciso me esvaziar
Minhas feras encarar
Me reconhecer hipócrita

Sou má, sou mentirosa
Vaidosa e invejosa
Sou mesquinha, grão de areia
Boba e preconceituosa

Sou carente, amostrada
Dou sorrisos, sou corrupta
Malandra, fofoqueira
Moralista, interesseira

E dói, dói, dói me expor assim
Dói, dói, dói, despir-se assim

Mas se eu não tiver coragem
Pra enfrentar os meus defeitos
De que forma, de que jeito
Eu vou me curar de mim?

Se é que essa cura há de existir
Não sei. Só sei que a busco em mim
Só sei que a busco” Flaira Ferro – Me curar de mim

Sobre Ana, a desprendida

Despida de todos os preconceitos, grande entusiasta de toda e qualquer manifestação artística, amante do "fora do padrão" e desprendida das coisas materiais, Com 21 primaveras, essa Ana também é Maria. Ligada na da espiritualidade, na força da natureza, nos rituais ancestrais; para mim, somos seres espirituais passando por uma experiência humana. Leonina com ascendente em capricórnio e lua em câncer; Capricórnio segura (e julga, rsrs) meu ego de Leão, enquanto câncer me faz querer amar o mundo inteiro! Às vezes sou novamente uma criança encantada com as pequenices da vida, outrora uma mulher empoderada e humana que clama por justiça.

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