Dê asas a sua metamorfose

Quando a vida te dá um limão e você faz uma limonada 1

Levar alguns tombos faz parte da vida. Mas é quando caímos que temos a chance de nos reerguer com mais força e coragem

Monique Souza

Começar é difícil, mas recomeçar parece ser muito pior. É como se você tivesse que começar duas vezes a mesma coisa, sabendo que algo deu errado na primeira.

A gente nunca sabe quando e como terá que recomeçar. Esse tipo de  coisa ocorre com a vida nos pegando de surpresa e, de repente, num dia qualquer você acorda tendo que botar ordem na bagunça instalada.

Nessas horas, a gente se dá conta de que viveu numa bolha e que ao longo dos anos desenvolveu várias manias, a principal delas foi se acostumar ao ritmo do outro e o aniquilamento da própria identidade. Não que viver para o outro seja ruim, mas pode ser um caminho bem doloroso quando se trata da arte de recomeçar.

Aposto que todo mundo já passou por uma grande situação da qual foi empurrado para uma transformação involuntária, e se isso ainda não aconteceu com você pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde chegará sua vez. É certo que não estamos preparados para lidar com os sentimentos de perda, nos acostumamos facilmente aos likes e seguidores que ganhamos na esfera virtual.

“Perder-se também é caminho”, dizia a escritora Clarice Lispector.  Pode ser que você tenha perdido um emprego, um ente querido, o término de um relacionamento, a confiança em alguém ou qualquer outra forma da qual teve que lidar com a perda.

Acreditamos numa cultura em que a palavra perder e transformar estão associadas a seu aspecto negativo, servindo como mantra para admitir o fracasso.

Como borboletas que só são borboletas quando perdem sua condição de lagartas ao criar asas para alçar voos, nós seres humanos também evoluímos de nossos casulos internos adquirindo crescimento e amadurecimento em fases de dor.

Certa vez ouvi dizer que a dor nos infantiliza para a vida. Somos incapazes de lidar com uma simples dor de cabeça e diante disso, resolvemos logo com um “cala boca” aos sinais do corpo.

Crescemos e obtemos autoconhecimento nos estágios de sofrimento. É uma aprendizagem que se adquire longe das escolas, dos livros, conselhos e foge aos manuais de instrução. Imagine tendo que atravessar um corredor na escuridão sem saber o que irá encontrar no final, você apenas caminha tateando de acordo com sua intuição.

Há coisas na vida que só você pode fazer por você mesma como, a maneira da qual prefere encarar o desconhecido na escuridão. É possível resistir, desejar voltar, entrar em pânico, avançar ainda que em passos lentos.

Diante os problemas que surgem na trajetória da vida é preciso alimentar uma mente lúcida para não se deixar cegar pela ignorância. Como borboletas que abandonam o casulo, nós seres humanos estamos e vivemos em constante metamorfose.

 

Sobre Monique, a destemida

Para mim o céu é o limite. Vivo como uma adolescente que sonha em mudar o mundo. Acredito no ser humano e na força do bem sobre o mal. Curiosa por natureza e jornalista por formação, adoro conhecer pessoas por meio de suas histórias e transformá-las num belo registro fotográfico. Paixão e ousadia que me levaram aos caminhos do fotojornalismo.

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