Como se tornar uma viajante amadora

Chega de guias que ensinam você a se tornar uma viajante profissional. Aqui você vai aprender o que fazer para a sua viagem (quase) dar (completamente) errada.

  • ao fazer check-in online, perca mais de uma hora do seu dia tentando colocar as informações no site da companhia aérea errada. Não conseguindo, ligue para os Estados Unidos e tente convencer a operadora de que todas as informações estão corretas. Afinal, United Airlines a American Airnlines são praticamente a mesma companhia
  • quando o despertador tocar pela manhã, desligue-o e perca a hora
  • deixe iogurte cair no seu passaporte no dia da viagem
  • olhe o site antigo da empresa que faz o translado da sua cidade até o aeroporto e chegue no horário errado
  • enrole, durma e passeie bastante durante as 7 horas de conexão. Afinal, dá para fazer muita coisa em sete horas. Mas enrole tanto, tente dormir por tanto tempo que quando chegar o horário do outro voo você vai conseguir (quase como por um milagre!) estar atrasada!
  • Fique mais de 40h sem dormir e chegue no seu destino um zumbi ambulante. 

     

Existe coisa melhor do que voltar para casa?

 

A introdução de brincadeira foi para dividir com vocês os pequenos percalços que – quase – me fizeram ruinar uma viagem para a China. Vim para o outro lado do mundo trabalhar por uns dias e estou muito feliz de estar de volta. Afinal, tem coisa melhor do que voltar para casa? O estranho é que eu sinta que este país tão longe de onde nasci, este país que nunca teve nenhuma ligação comigo (sou de família italiana, capisci?) seja a minha casa.

Aqui, tem a comida que eu mais gosto. Aqui, as pessoas falam a língua que me encantei ao começar a estudar. Aqui, os parques são mais lindos. E os bebês, os mais fofinhos. Aqui, sou diferente de todo mundo. Tenho os olhos redondos, o cabelo castanho e a pele mais clara. Aqui, diferente, me sinto em casa. Além do entusiasmo que me acompanhou nos últimos dias pré-viagem, acho que os boicotes que passei demonstram meu medo de voltar para casa. Poucas horas antes de embarcar, uma pessoa muito próxima de mim pegou meu braço com firmeza e disse: “É para você voltar, viu. Nem pense em ficar lá outra
vez”. E se eu me apaixonar novamente pela China? E se eu, mais uma vez, resolver ficar no país em que me sinto em casa?

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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