Como dois e dois são quatro

Como dois e dois são quatro 1Como dois e dois são quatro

Sei que a vida vale a pena

Embora o pão seja caro

E a liberdade pequena

Como teus olhos são claros

E a tua pele, morena

como é azul o oceano

E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria

Por trás do terror me acena

E a noite carrega o dia

No seu colo de açucena

Sei que dois e dois são quatro

sei que a vida vale a pena

mesmo que o pão seja caro

e a liberdade pequena”

Morreu Ferreira Gullar. O autor de um dos poemas mais lindos da língua portuguesa. Eu lembro quando o vi no Festival Literário Internacional de Paraty quase dez anos atrás recitando esse poema. Um rosto expressivo, a voz doce, mas ao mesmo tempo forte. A fila para entrar no evento estava enorme. Quase desisti. “Ano que vem ele deve vir de novo”, pensei. Ainda bem que fiquei. Esse momento lindo vai ficar para sempre na minha memória. Ele deveria ter pouco menos de 80 anos na época. Parecia muito mais. Foi nessa ocasião que o poeta falou a frase, que foi reproduzida exaustivamente: “Não quero ter razão, quero ser feliz”. Uma perda para a literatura brasileira.

Lúcia, a exploradora

Sobre Lúcia, a exploradora

Estou sempre disposta a enfrentar os desafios que a vida ousa colocar em meu caminho. Uma feminista a explorar novos olhares, novos contornos. Escritora, tradutora, amante das letras e dos livros. Adoro conhecer o mundo, mas principalmente, as pessoas e suas mais incríveis histórias. Eu, exploradora de mim.

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