Chega de selvageria! Queremos a paz de volta

Não dá mais. Chega! Basta! Alguém precisa fazer algo, é preciso algum controle para evitar tanta baderna. A gente chama quem? O bispo? Nossas autoridades estão cada vez mais acuadas: políticos, polícia, prefeitos, governadores, a presidente; e claro, a imprensa que, tem se borrado, decorou a frase: “um protesto que começou pacífico…acabou em mais um ato de vandalismo ou violência.” A lauda ou frase no teleprompter já está pronta e não precisa ser mudada, pois tem sido repetida exaustivamente. Mas já se passaram quase cinco meses e ninguém consegue fazer nada. O que poderia ser um marco para a democracia tem nos levado a um estado de emergência nacional. Só mesmo o Brasil, onde tudo que começa bem termina mal. E quando já começa mal, imagina o que nos aguarda.

Debaixo do discurso moderno e consensual da liberdade de expressão se escondem a bandidagem e vândalos. A selvageria tomou conta das ruas e estradas e estamos reféns da barbárie. Por que agir com tanto cuidado com eles que colocam milhares em risco; e deixar toda a sociedade na mão – a maioria é quem nessa hora?… oras, a maioria! Afinal, a gente não está falando em democracia? E essa história de prende e solta, parece música: “se foi pra desfazer por que que fez”.

É! Somos um país democrático. Só que a democracia só tem servido a esse bando de arruaceiros. Pouca gente fazendo muito barulho e muito barulho por nada – me desculpem aqueles que fazem protesto com seriedade, com respeito. Fiquem tranquilos, essa roupa não veste vocês. O difícil, entretanto, tem sido separar o joio do trigo.

Os direitos essenciais, como o de ir e vir, já foram confiscados pelos “manifestantes” faz tempo. O mais importante virou o direito à manifestação. Se eu quiser trabalhar, estudar, ir ao hospital, que se dane! Se as empresas precisarem transportar suas mercadorias, com as estradas bloqueadas, azar delas. Ou que corram o risco de ver sua frota em chamas, de ver seus produtos saqueados. Protestos por tudo já cansaram e não vão levar o país a lugar algum. Tá tudo fora da ordem. Não importa a cidade, basta um grupinho de 100 pessoas para acabar com o dia de milhares, talvez milhões, e porque não dizer do país inteiro, pois essa bagunça geral também nos mata de vergonha para o mundo.

Há pouco tempo, eu achava um absurdo ouvir alguém dizer que o Brasil não iria dar conta de sediar uma copa. Parecia discurso de direitoso. Está certo que somos incompetentes para fazer gestão de infraestrutura, ingerentes  – pra não dizer corruptos – na construção de nossos estádios, baderneiros no lazer, sem regras, violentos nas arquibancadas, irresponsáveis no trânsito, mas esse lado mais selvagem e animalesco (sorry, protetores dos animais) presente nas atuais manifestações tem superado tudo de pior que já conhecemos e assistimos.

O país está numa praça de guerra, em plena democracia, quase todos os dias. Ninguém suporta mais ver o quebra-quebra correndo solto, o comércio devastado, os ônibus queimados, o patrimônio seja privado ou público pichado, quebrado, pessoas impedidas de cumprir seus compromissos, seja quais forem. Haja prejuízo! Quem paga por isso? Dá vontade de sair correndo, de ir embora, mas como não posso, faço o meu protesto aqui, sem prejudicar ninguém. O Brasil quer a paz de volta. E não venham me dizer que o país já não tinha paz – também achava. Não dá para apoiar o discurso que tem que piorar, para melhorar. Onde está toda nossa civilidade em pleno século XXI?

Denise, a transbordante

Sobre Denise, a transbordante

Transbordo em choros e risos, raiva e paciência, novidades e mesmices. Por pouco posso me indignar, como também explode em mim alegrias inesperadas por quase nada. Sou soma – de mim, dos outros, do mundo, do meu tempo. Às vezes, divisão; mas busco a multiplicação daquilo que acredito para que a essência não seja subtraída. Quero transbordar neste espaço com vocês, às quintas. Sou jornalista.

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