Carta de dois seios a uma mãe que amamenta

É, Não precisa falar. Sabemos que a palavra cansada é quase um sinônimo de você nos últimos 12 meses e 30 dias. Afinal, a chegada de um novo ser em seu lar não poderia oferecer um cenário diferente deste que você vive atualmente.

Hoje, temos quase o triplo do no nosso tamanho original. Seu pescoço, tem doído muito? A gente quer muito te pedir perdão por isso. Sabemos que nos carregar não tem sido uma missão muito fácil. O número de tops e sutiãs perdidos não nos deixa mentir não é verdade?

Carta de dois seios a uma mãe que amamenta 1Realmente a chegada do seu bebê, nos transformou. De manhã até conseguimos fazer você se sentir uma Pâmela Anderson. Aí vem o final do dia, e com ele a singela prévia do que vai acontecer quando o período de lactação acabar.

Somos sugados de forma tão vigorosa que não temos mais dó de nós, mas de você que tem que nos sustentar. E quando além das sugadas, viramos objeto de brincadeiras, apertões, beliscos e até algumas mordidas? O que seria de nós se não fosse você para alertar esse novo ser que tomou posse da gente sem pedir licença? A gente sabe que não é por mal. Mas que dói, dói! Mesmo que ele venha seguido de um lindo sorriso inocente.

Desde então, criamos uma espécie de “vida própria”. Uma experiência pra lá de inusitada e que por mais estranho que pareça, é depois de ouvirmos um choro que entramos em ação. Você sabe! Choramos juntos! Quantas blusas suas já molhamos antes de sermos abocanhados pela boca do seu filhote?

Mas, de tudo de esquisito que já passamos, o lidar com os olhares externos sobre nós é o mais tosco. Quantos já olharam primeiro para nós e só depois você foi enxergada? E o mais estranho é que muitos destes olhares não são de apreciação não! O que a gente sente (e não compreende) é a tal da indignação. Por que escolher nos manter assim, sempre cheios e “a mostra” se a “modernidade” já apresenta tantas outras opções?

Mas olha, apesar da gente saber que você não liga para esse tipo de pergunta, não liga não tá? Abocanhados, esmagados, sugados ou cansados, somos sagrados! Refúgio, fortaleza, alimento, amor, proteção, pura emoção! Cheios ou vazios, nunca a abandonaremos. Somos tua verdade em feminilidade!

Daniella, a intensa

Sobre Daniella, a intensa

Para viver preciso acreditar nos sentimentos mais profundos que a alma humana pode oferecer. O infinito para mim é bastante atraente e o "meio termo" praticamente não existe. Tenho uma alma intensa, carismática, dramática. E é com toda essa intensidade que procuro dar o meu melhor como mãe, esposa, filha, irmã, amiga, jornalista, poetisa!

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