Autoconhecimento

Antes de escrever o post desta semana fiquei horas pensando sobre o que abordar, até que abri um livrinho, que carrego sempre comigo, em uma pagina qualquer e saiu a seguinte mensagem:

SAIBA dominar-se e vencer-se a si mesmo.
Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos. A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói.  Aprenda a dominar-se, e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso! 

( C. Torres Pastorino-  Minuto de sabedoria).

Ao finalizar a leitura pensei: nossa, que desafio, e agora? Reconheci que realmente é muito difícil enfrentar esse desafio de vencer a si mesma, de falar para seu interior que as coisas não são do jeito que você acha que é, de pedir calma a si própria, logo eu, a inimiga da calma… Como diria a escritora Fernanda Mello, ‘gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não”.

É tão mais fácil falar com uma amiga e mostrar para ela que não é assim, que ela está errada. Conversar com um casal que quer pôr um fim ao casamento e depois de horas você conseguir mostrar para eles o que está errado na relação e eles saírem rindo e até convidam você para um jantar em sua homenagem, por você ter salvado aquele lar.

Ir à casa de um amigo e na hora que ele está deprimido, angustiado e com pena de si, fazer ele se questionar sobre o que está fazendo com a própria vida e ainda mostrá-lo que esses mesmos erros que nos angustiam, são úteis para nosso crescimento. E depois de todo esse choque de palavras, ele te ligar e dizer, obrigado minha amiga por lutar por mim, nossa, isso é gratificante demais.

Como advogada, muitas vezes me pego sendo a força de muitas pessoas porque termino enxergando muitas coisas que elas não conseguem, como por exemplo, resgatar a felicidades de alguns lares. Por essas e outras amo o que faço. Trabalho, não apenas para ser remunerada porque não tem dinheiro que pague um casal unido novamente, um pai reconhecer um filho e correr atrás do tempo perdido, uma empresa recuperada, ou uma separação amigável em que cada um segue seu caminho e continua se respeitando. Parece que ser um pouco psicóloga também faz parte da minha profissão.

O trabalho e a vida em si mostraram a mim que a base de uma relação, seja ela qual for, é a verdade e o respeito. É você não ter medo dos seus sócios, marido, companheiro. Não é uma disputa, é uma relação onde um precisa do outro. Por exemplo, dizer ao marido que você está com TPM e apenas chorar e comer chocolate e mesmo assim, ele te respeitar. Ou mesmo, alertar seu sócio sobre as piadas que eles faz na frente de clientes que não pega bem e ele não se chatear com isso e  sair para tomar uma cerveja como se nada tivesse acontecido. Isso para mim é ser prática e objetiva, afinal a vida é tão breve e pra quê ficar perdendo tempo com medo de ferir e magoar quem você sabe que quer seu bem?

Bom, mas e agora, como vou me vencer? Buscar a resposta não está sendo nada fácil, mas uma coisa é certa, é preciso autoconhecimento, sempre!

Luciana Roco

Sobre Luciana Roco

Mineira,amiga, filha, sobrinha, neta, tia e advogada. Uma mulher que sempre busca novas experiências, dentre elas, escrever sobre o universo feminino.

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