Alice

Este ano comecei a trabalhar numa nova escola. E quando comecei a conhecer as pessoas que trabalham lá, uma mulher que trabalha lá como ajudante geral, disse que me conhecia pelo meu nome que não é muito comum.

Curiosa, perguntei de onde me conhecia, porque eu não me lembrava dela. Ela me disse que se chamava Alice e que tínhamos estudo no colégio juntas. Imediatamente me lembrei de uma Alice, uma jovem linda e meio esnobe que fazia ginástica rítmica com fitas.

Eu lhe respondi, que a única Alice da qual me lembrava era uma jovem linda que fazia ginastica rítmica com fitas. Perguntei se era ela, ela sorriu e não respondeu.

Fiquei pensando o porquê da não resposta, será que talvez os vinte quilos a mais na silhueta? Ou o fato de não ter continuados os estudos? Ou o fato de se lembrar que vivia me esnobando quando eu a elogiava no ginásio do colégio durante seus treinos?

Fiquei pensando em como agimos com as pessoas e que podemos encontra-las muito tempo depois nas mais variadas situações. Já relatei aqui em outro texto que quando eu era professora efetiva do Estado, ajudei duas professoras iniciantes e não efetivas que as professoras efetivas costumavam esnobar.

Por eu estar cursando pedagogia, precisei de um estágio e fui até esta escola em que eu havia trabalhado a mais de vinte anos atrás. Lá reencontrei as duas professoras, uma coordenadora pedagógica e a outra a vice-diretora. Ficaram felizes em me ver e se lembram de que eu as havia ajudado no passado, fato que eu nem me lembrava mais. Não preciso dizer que elas me concederam o estágio.

Eu aprendi muito cedo nesta vida a não subestimar as pessoas e faço disso uma filosofia de vida e se eu encontrar com alguém que me perguntar: – É você aquela garota que eu conheci a mais de trinta anos atrás? Eu vou sorrir e dizer, pode apostar que sim!

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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