A visita do papa…

… e os interesses do Vaticano
Mês passado, o Brasil recebeu a visita do Papa Francisco na Jornada Mundial  da Juventude. Sua missão era aproximar os jovens do caminho da compaixão, da solidariedade. E ele conseguiu cumprir muito bem sua missão, segundo a mídia, “com humildade”.

Mais do que chamar a atenção dos jovens, o vaticano conseguiu, principalmente, convencer a todos sobre a santidade do Papa e que isso é maior do que tudo e com um grande aliado: a mídia. O que mais se viu foram imagens de crianças sendo beijadas, pessoas chorando como se estivessem sendo agraciadas pela presença do Papa, pessoas enfrentando o frio e a chuva para simplesmente ouvir a palavra de Vossa Santidade.  Um comportamento que se via muito na Idade Média.

A humildade do Papa Francisco fez com que esquecesse a saída mal explicada do Papa Bento XVI do poder, um conservador que não estava conseguindo atrair fieis para sua igreja. E que nesse momento é visto como o Papa da América Latina, totalmente diferente de seu antecessor e que fez esquecer os desfalques que ocorreram nos cofres do Vaticano e até mesmo de escândalos referentes à pedofilia que interferiu no conceito de muitos fieis sobre o compromisso religioso da igreja católica, principalmente dos jovens. Mas, nada disso importa, afinal, o Papa é humilde e com isso todo o Vaticano também passa ser.

Não quero julgar a fé de cada um, nem no que a pessoa acredita ou deixa de acreditar, pois não tenho o direito de interferir. Mas minha análise é sobre a instituição religiosa. Meu desejo é que simplesmente tenhamos um Estado mais laico, mas pelo visto isso está longe de acontecer, até porque, o encontro da presidente Dilma com o Papa Francisco evidenciou tal fato, quando foi utilizado órgãos de segurança pública para protegê-lo.

Enfim, essa visita papal deixou duas conclusões: que a igreja católica ainda continua com muita influência política dentro dos Estados e que agora ela voltou com muito mais força e poder religioso.

Sinceramente, preferia ter visto a movimentação desses jovens nos protestos que aconteceram em julho deste ano, do que nessa Jornada Mundial da Juventude.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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