A Paixão como Remédio

Se eu saísse pelas ruas fazendo uma pesquisa com homens e mulheres, de todas as idades e lhes perguntassem se quando eles veem alguém que eles gostam (com interesses de flertá-lo), o comportamento deles mudaria de repente? Aposto que a resposta seria unânime e diriam que sim.

Nem a ciência e nem a religião conseguem dar respostas concretas a isso, pois, os sentimentos são difíceis de entender e muitas vezes nos enganam. O que dizer do nosso corpo que começa a trabalhar sozinho sem os nossos consentimentos ou comandos? A bochecha fica toda rosada quando a gente vê a pessoa amada passar pertinho da gente e dizer um simples oi e as vezes, nem precisa dizer nada.

O que dizer da fala que muda completamente, onde imaturamente se afina e o diminutivo das palavras começa a sair abruptamente: bonitinho, um pouquinho, cafezinho, etc? O coração se descontrola, o corpo começa a tremer, as mãos suam e suas ações já não são controladas pelo seu cérebro propriamente ou pelo menos, conscientemente.

E quando o seu amor sai de perto, os sentimentos se voltam contra você novamente, em que você se acha uma pessoa ridícula por ter se comportado daquela maneira e que o seu amado jamais irá querer falar com você novamente.

Mas, será que estar apaixonado e viver toda essa transformação corporal e sentimental, é ser ridículo? Acredito que não. Se apaixonar conforta o ego, o físico e o mental. Assim, a paixão não é ridícula, é remédio.

 

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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