A loucura nossa de cada dia

A loucura nossa de cada dia 1

Certo dia fui prestar um concurso. Cheguei com antecedência e fiquei observando as pessoas, uma coisa que gosto de fazer desde criança.

Uma pessoa chegou carregando vários medicamentos e ficou falando para todos sobre sua doença e os horários que deveria tomar os remédios. Já outra pessoa chegou falando alto dizendo que teve que deixar o celular devido ao concurso e por isso estava incomunicável. Por fim, entrou outra pessoa atrasada gritando: – Os últimos serão os primeiros!

Fiquei pensando na loucura que todos nós de certa forma carregamos e qual poderia ser a minha. E porque as pessoas estão cada vez mais desequilibradas. A vida parece um eterno desencontro.

Pensei no livro “O Alienista” de Machado de Assis que foi publicado em 1881 e continua tão atual. Na obra, o dr. Bacamarte passa a enxergar a loucura em todos e a internar as pessoas no hospício Casa Verde, criado por ele. A história transcorre com várias teorias do médico e a internação de quase toda a população da cidade. Por fim, como ninguém tinha uma personalidade perfeita, exceto ele próprio, o alienista conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto de sua vida.

Nesse mundo tão caótico as pessoas parecem mesmo estar cada vez mais neuróticas e perdidas. E no meio desse caos, cabe a cada um de nós encontrar o equilíbrio e tentar preservar a sanidade. E aí fica a pergunta: O que é sanidade? E eu respondo: dependerá sempre do ponto de vista de cada um.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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