A liberdade de todos nós

Certa vez conheci uma pessoa que me parecia ser tão livre. Viajava quando queria, fazia o que queria.  Encantava-me essa maneira leve e livre de ser. Mas quando o conheci melhor, vi que era só uma liberdade aparente, ele é preso a conceitos, julgamentos, pessoas  que são verdadeiros grilhões.

Então desejei conhecer alguém que fosse realmente livre e coloquei mais esse item na minha lista de “coisas para fazer antes de partir”.

Fiquei pensando no que é “liberdade”, busquei no dicionário: “Condição de uma pessoa dispor de si.” E o que dispor de si? Ainda estou pensando na resposta.

Pensei na liberdade que habita em mim. A liberdade de pensar, de me expressar, de sentir. A liberdade de ir e vir. Isso não tem preço.

Conheço pessoas que vivem presas a pessoas. – Não posso ir, não posso fazer, porque fulano não quer, fulano não deixa, e assim as pessoas vão se prendendo por grilhões criados por elas mesmas e se tornam oprimidas e infelizes.

Quando somos crianças e não respondemos por nós mesmos, nossos pais nos dizem o que podemos e não podemos fazer, onde podemos ir  e onde não podemos ir. Depois que crescemos, nos tornamos independentes, deveríamos ser livres, exercer nossa liberdade, mas não é bem assim que acontece.

As pessoas constroem suas próprias celas, entram nelas e ficam lá, anos e anos. Muitas delas ficam presas a vida toda. Nunca fazer o que gostam, o que sonham, vivem em função do que os outros querem, o que os outros sonham.

Eu sou uma pessoa tão livre que qualquer atentado contra a liberdade me aflige. Alguém me disse: – Eu faço isso por amor…

Se alguém se anula em nome do amor, deveria repensar se isso é realmente amor. Se amamos alguém deveríamos desejar que o ser amado se sentisse feliz, que realizasse seus sonhos. O amor liberta e não oprime.

A liberdade é uma dádiva e está dentro de cada um de nós. Devemos conquistá-la. E se assim fizermos, podemos ser o que queremos ser.  Basta querer, basta desejar.

Acir Montanhaur

Sobre Acir Montanhaur

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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